GM confirma desligamento de funcionários em São José

Vice-presidente da montadora afirmou ainda que novas demissões na empresa não estão descartadas

Beth Moreira, da Agência Estado

12 de janeiro de 2009 | 18h28

O vice-presidente da General Motors (GM) do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, confirmou nesta segunda-feira, 12,  o desligamento de 797 funcionários temporários da unidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde são fabricados o Corsa e a S10, além de motores e transmissões.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Segundo o executivo, do total de funcionários que estão sendo desligados, 53 tiveram o contrato encerrado na última sexta-feira (09/01) e os demais terão seus contratos rescindidos antes do prazo, o que implicará em multa de 50% do valor do salário.   O executivo afirmou ainda que novas demissões na empresa não estão descartadas e que dependem "única e exclusivamente do comportamento do mercado brasileiro" Pinheiro Neto afirmou ainda que caso o mercado reaja positivamente nos próximos meses, a montadora dará preferência para contratar os funcionários temporários que estão sendo dispensados agora.   O executivo adiantou que, a princípio, não devem ocorrer dispensas em Gravataí (RS), onde são produzidos o Celta o Prisma. Ele lembrou que nessa unidade os funcionários tiveram as férias coletivas reduzidas em uma semana. "Esses são os modelos que tiveram maior benefício com a corte do IPI", explicou.   O vice-presidente da GM do Brasil reiterou ainda que os investimentos na unidade de São José dos Campos estão mantidos. A programação prevê aportes de US$ 500 milhões entre 2008 e 2011 na fábrica para desenvolvimento e produção de dois novos veículos.

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