GM confirma saída de diretor de marketing global, diz ‘WSJ’

Empresa afirmou que Joel Ewanick deixou o cargo porque falhou na verificação de um acordo de patrocínio de futebol na Europa 

Agência Estado,

29 de julho de 2012 | 20h08

A companhia automobilística norte-americana General Motors (GM) confirmou neste domingo a saída de seu diretor de marketing global, Joel Ewanick, conforme reportagem do Wall Street Journal. A GM afirmou que Ewanick deixou o cargo porque falhou na verificação de um acordo de patrocínio de futebol na Europa, de acordo com pessoas familiarizadas ao assunto. Em comunicado oficial, a companhia explicou que ele "escolheu renunciar".

Além de administrar o orçamento global de US$ 4,5 bilhões da GM com propaganda, Ewanick se tornou um importante agente nos esforços de recuperação da companhia. O executivo-chefe, Dan Akerson, o encarregou de reorganizar as distantes operações de marketing da companhia.

Mas Ewanick se tornou uma força polarizadora tanto dentro da GM quanto no ambiente de negócios como um todo. Ele foi criticado por outros executivos e companhias por causa de alguns movimentos de peso, como a decisão de interromper os pagamentos pela propaganda na rede social Facebook. O movimento, que Ewanick discutiu alguns dias antes da oferta pública inicial (IPO) da Facebook, não foi bem vista entre as lideranças da GM.

Algumas semanas atrás, porém, Akerson declarou que estava satisfeito com o trabalho de Ewanick. Em uma entrevista realizada no início do mês para debater o papel de Ewanick, Akerson o descreveu como "fundamental" para a companhia. "Ele pretende desafiar o status quo da corporação e tem feito um bom trabalho", comentou.

Em entrevista recente, Ewanick reconheceu que seu estilo pode ser polarizador. "Um de meus trabalhos é garantir que as pessoas não relaxem, para manter a tensão elevada", disse. "Não digo fazer mal às pessoas, mas tudo importa neste momento e temos de ser ótimos." A saída do executivo ocorre em um contexto delicado para a GM. A companhia perdeu participação no mercado norte-americano neste ano e também enfrenta a crise econômica na Europa. As informações são da Dow Jones.

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