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GM corta 1.600 lojas autorizadas

Objetivo da montadora é reduzir em 40% sua rede de vendas no varejo

David Bailey e Kevin Krolicki, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

A montadora General Motors anunciou ontem que planeja descredenciar 1.600 concessionárias nos Estados Unidos, à medida que luta para cortar bilhões de dólares em custos operacionais e dívidas antes de encaminhar pedido de proteção judicial contra falência até o fim do mês.Somando com anúncio similar feito pela Chrysler um dia antes, mais de 2.300 concessionárias dos Estados Unidos foram notificadas de que estão sendo cortadas do conjunto de lojas das duas montadoras.Os fechamentos sem precedentes feitos sob a supervisão da força-tarefa voltada para o setor automotivo do governo de Barack Obama colocaram 100 mil empregos em risco nos Estados Unidos e mostram a expansão do sofrimento econômico resultante do colapso das duas companhias.A GM confirmou que planeja eliminar cerca de 1.100 concessionárias argumentando que estão em regiões menos lucrativas e em situação financeira mais fraca ao deixar seus acordos de franquia vencerem entre agora e o final de 2010.A montadora espera abandonar mais 470 concessionárias com o corte das marcas Saab, Hummer e Saturn, afirmou o porta-voz da GM, John McDonald. Após unificar as unidades remanescentes, o plano da GM é reduzir quase 2.600 salas de exposição de seus veículos, ou 40% da rede da companhia no varejo dos EUA."Nós basicamente estamos dizendo a eles que não se encaixarão no novo cenário no longo prazo, mas entre agora e depois nós vamos ajudar nessa transição da melhor maneira cada concessionária individualmente", explicou McDonald.As concessionárias da GM atingidas pelos planos de fechamento receberam notificação na manhã de ontem informando-as de que a montadora não vê como poderá "ter uma relação de negócios produtiva" após 2010.CHRYSLERA Chrysler, que entrou com pedido de recuperação judicial em 30 de abril, planeja fechar 789 de suas 3.181 concessionárias até o começo de junho, medida que pode custar até 40 mil postos de trabalho, segundo o principal grupo de concessionárias.A montadora acrescentou que não revelará o nome das unidades afetadas, mas na quinta-feira expôs no tribunal os nomes de quase 800 concessionárias que pretende eliminar por meio do processo.Mark Calisi, 47 anos , dono da Eagle Auto-Mall em Riverhead, no Estado de Nova York, disse que ficou "arrasado" ao saber que sua concessionária será descredenciada. Ele afirmou que a Chrysler responde por um terço do seu negócio, que também comercializa Volvo, Mazda e Kia."Eu estou com a Chrysler há 13 anos e meu pai ficou com a Chrysler por 30 anos", lamenta. "Não importa a forma como você corta o bolo, é devastador."

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