GM deve demitir e reduzir número de marcas nos EUA

Queda nas vendas e no preço de suas ações faz montadora norte-americana reavaliar estratégia no mercado

Danielle Chaves, da Agência Estado,

07 de julho de 2008 | 10h21

Prejudicada pela queda das vendas e pelo patamar de preço de suas ações, o mais baixo em 50 anos, a General Motors está preparando a eliminação de mais centenas de postos de trabalho de nível executivo nos Estados Unidos. A companhia também estuda se deve vender ou descontinuar mais algumas de suas marcas, segundo pessoas familiares com o assunto. Os dois movimentos fazem parte de uma ampla reavaliação da estratégia da GM e de sua capacidade de atingir a projeção interna de voltar à lucratividade em 2010, de acordo com as fontes. Os cortes de funcionários provavelmente serão aprovados na reunião do conselho da GM em agosto. A administração da empresa também pode apresentar ao conselho opções para aumentar o caixa, para ajudar a empresa a resistir à crise. O conselho provavelmente vai ouvir as opiniões da administração sobre se a montadora deve reduzir o número de marcas que oferece nos Estados Unidos. Atualmente, a GM oferece oito marcas diferentes, mas a maioria, incluindo o Buick, o Saturn e o Saab, se esforça para atrair compradores e custa a GM bilhões de dólares. A companhia já decidiu vender a fábrica que produz o modelo Hummer. As discussões entre os altos executivos da GM sobre a quantidade de marcas diferentes se intensificaram nas últimas semanas e sinalizam uma potencial mudança no pensamento da companhia - especialmente do presidente-executivo, Rick Wagoner.  Afora Cadillac e Chevrolet, que a GM considera seus negócios principais, todas as marcas estão sofrendo um exame minucioso, de acordo com as fontes. Um porta-voz da companhia se recusou a comentar o assunto.

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