Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

GM diz que credores aceitam oferta por 10% da montadora

Governo americano deteria 72% da montadora após reestruturação; fundo de pensão ficaria com 17,5%

Agência Estado e Reuters,

28 de maio de 2009 | 11h01

A General Motors e o governo americano fizeram uma nova oferta aos credores da montadora para agilizar o processo de reestruturação da empresa nesta quinta-feira, 28. O novo acordo prevê a concessão de 10% do controle da nova companhia que sairá do processo de concordata para os credores. Segundo comunicado da montadora, um comitê extra-oficial de credores aceitou a proposta.

 

Em troca, os credores não devem se opor a venda de ativos lucrativos da GM para uma nova empresa financiada pelo governo americano, após o processo de concordata. Estes credores respondem por 20% da dívida da empresa. A oferta vale até o sábado.

 

Este valor poderá aumentar para 25% caso a nova empresa se valorize. Se concretizado o acordo, o Tesouro americano controlará 72% da nova empresa e o fundo de pensão dos trabalhadores da GM deterá 17,5%.

 

"A implementação de tal proposta resultaria em uma Nova GM, com um balanço saudável, colocando a nova companhia em direção a um claro caminho de viabilidade e sucesso", diz nota distribuída

pela montadora

As ações da companhia dispararam mais de 15% com a informação sobre uma "proposta melhorada". Na quarta-feira, a General Motors anunciou que não seguiria adiante com a troca de dívida de US$

27,2 bilhões, pois a adesão dos detentores de bônus ficou bem abaixo dos 90% desejados pela montadora. A empresa disse que seu conselho se reuniria para discutir o próximo passo.

 

 Seção 363 do Código de Falências é usada para vender ativos livres de vínculos e outros direitos. É utilizada em quase todo caso de recuperação judicial pelo Capítulo 11 - referente à concordata - que envolva a venda de propriedade ou outros ativos. O resultado mais comum seria venda de pedaços de

negócios para múltiplos compradores.

 

No caso da GM, a meta seria vender os ativos saudáveis para uma "Nova GM" que pode ser financiada pelo governo federal ou um consórcio de investidores. As partes não lucrativas que restarem da empresa podem ser vendidas para outros compradores ou liquidadas

Tudo o que sabemos sobre:
GM

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.