GM diz que fará negociação ‘cautelosa’ sobre empregos em São José

Presidente da montadora afirmou, em encontro com Mantega, que o setor está comprometido em manter o nível de emprego

Célia Froufe, Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

31 de julho de 2012 | 13h23

BRASÍLIA - O presidente interino da Anfavea e diretor da General Motors, Luiz Moan, afirmou nesta terça-feira que o compromisso do setor com o governo de manutenção dos empregos está "plenamente mantido". Segundo ele, este mês será o melhor julho da história do setor automobilístico no Brasil. "A indústria afirma todos os compromissos com o governo, inclusive o de manutenção de empregos", disse Moan, ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O diretor da GM disse que o compromisso assumido pela companhia é o de realizar uma negociação "cautelosa e amiúde" com os sindicatos. "Teremos próxima reunião no dia 4, sábado. A GM espera receber do sindicato ideias sobre excedente de pessoal", comentou. Ele não quis informar, no entanto, qual o excedente de funcionários. "Não estamos declarando." A GM possui 23 mil trabalhadores em suas unidades brasileiras.

Os dois se reuniram para tratar da intenção da General Motors de demitir 1,5 mil funcionários de sua fábrica em São José dos Campos (SP), anunciada na semana passada. Segundo ele, desde janeiro de 2008 até o mês passado, a montadora contratou 1.848 empregados. "A expectativa é de contratação de 2.063 funcionários até o final do ano", disse.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região faz outro cálculo e afirma que a GM fechou 1.189 postos de trabalho nas unidades de São Caetano do Sul (SP), São José dos Campos (SP) e Gravataí (RS), entre julho de 2011 e junho de 20.

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