CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO
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Coluna

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GM diz que não é possível descartar demissões este ano

Presidente da empresa no Brasil defendeu o aumento máximo do período permitido para o lay-off

ÁLVARO CAMPOS, NAYARA FRAGA, O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 23h30

O presidente da General Motors do Brasil, Santiago Chamorro, disse nesta segunda-feira que a empresa acompanha o desempenho do setor automotivo e da economia como um todo, o que não permite garantir que não haverá demissões este ano. “Nós temos de nos mover junto com a indústria, junto com o mercado. Neste momento, temos um lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) aprovado (nas unidades de São José dos Campos e São Caetano do Sul). Vamos ter de ver o que acontece no segundo semestre do ano em termos de vendas da indústria”, disse.

Em discurso alinhado com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ele defendeu um aumento no período máximo de lay-off, atualmente de cinco meses. “Sempre acreditamos que o período máximo de lay-off de cinco meses é muito curto e que, se estendido, deve ajudar a manter o nível de emprego”, comentou o executivo, que participou do evento de 90 anos da GM no Brasil, com a inauguração de um novo centro logístico em São Caetano.

O presidente global da montadora, Dan Ammann, que também participou do evento, destacou os investimentos no Brasil. A empresa anunciou recentemente um plano de investimento de R$ 6,5 bilhões para o período 2014-2018. Questionado se a desaceleração da economia brasileira poderia levar a uma revisão desse volume, ele afirmou acreditar no mercado a longo prazo. “Acredito que vamos continuar a crescer”, disse.

Ammann reconheceu, porém, que 2015 será um ano desafiador, mas aposta em uma melhora a partir do segundo semestre. Ele comentou que a nova equipe econômica do governo Dilma tem dado sinais positivos, mas disse que é preciso ver como as coisas se desenvolvem. “Esperamos ver as mudanças que precisam ser feitas.”

Centro. O centro de logística inaugurado nesta segunda-feira teve um investimento de R$ 100 milhões. Com área equivalente a quatro campos de futebol e pé direito semelhante ao de um prédio de cinco andares, o centro utiliza método de gerenciamento que, segundo a GM, servirá de referência a futuras unidades de armazenagem e abastecimento de matérias do grupo no mundo. 

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