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GM do Brasil é lucrativa e não vai fechar, diz Miguel Jorge

Ministro afirma que montadoras não vão cortar investimentos no País e acha natural férias coletivas

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

17 de novembro de 2008 | 17h39

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta sexta-feira, 17, que o impacto dos empréstimos de R$ 4 bilhões do Banco do Brasil e de mais R$ 4 bilhões do governo do Estado de São Paulo para as montadoras deverá ser mensurado daqui a três ou quatro semanas. No caso específico da GM do Brasil, o ministro disse que a unidade da montadora no País é uma das mais lucrativas no mundo e acredita que ela não será afetada pela crise. "Eu acho que nem vai fechar unidade e nem vai desempregar", afirmou. Segundo ele, a empresa não procurou o governo em busca de ajuda ou empréstimo. Miguel Jorge reagiu com tranqüilidade aos anúncios de férias coletivas realizados nas últimas semanas por algumas montadoras. "Férias coletivas são uma saída bastante razoável para que a indústria ajuste sua produção", disse, durante a 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis. Ele avalia que os empregos nas montadoras serão mantidos. "As férias coletivas sempre foram usadas pela indústria e não devem ser consideradas como indício de que a crise está afetando demais a gente", destacou, chamando atenção para a alta produtividade da indústria nos últimos anos. Segundo ele, as montadoras não devem cortar investimentos no País e citou o caso de uma montadora, cujo nome não quis especificar, que teria procurado o governo em busca de um empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para poder dobrar a produção. De acordo como o ministro, esse foi apenas um primeiro contato. Miguel Jorge salientou a disposição do governo em avaliar o projeto.

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