GM do Brasil fecha quarto ano seguido com prejuízo

A desvalorização do real e as crises energética e argentina jogaram areia nos planos da General Motors de encerrar o ano passado com lucro no Brasil. De acordo com o presidente da subsidiária no País da maior montadora do mundo, Walter Wieland, houve prejuízo em 2001, sem citar números. Em 2000, o faturamento da empresa havia alcançado cerca de R$ 7 bilhões.Wieland disse que espera um "empate ou pequeno lucro" nas operações da montadora no Brasil em 2002. Segundo ele, a última vez que a empresa obteve resultado positivo no País foi em 1997, ano em que a indústria automobilística brasileira registrou o recorde na produção de veículos, com 2 milhões de unidades.A queda nas vendas de veículos na Argentina e a diminuição das encomendas da China, principal importadora dos CKDs (veículos completamente desmontados) da GM brasileira também atrapalharam os planos da empresa de alcançar exportações em torno de US$ 1 bilhão em 2001. As remessas da GM totalizaram US$ 810 milhões (incluindo serviços e tecnologia exportados), ante US$ 720 milhões em 2000, um aumento de 12,5%. Para 2002, a meta é ampliar as exportações em 10%.Mas o principal objetivo da GM brasileira neste ano é o de aumentar sua participação no mercado doméstico. "Qualquer meio ponto percentual já é o bastante", ressaltou Wieland. A montadora encerrou 2001 com aumento em seu market share nas vendas no varejo no mercado interno, de 21,9% para 22,6%. Foram comercializadas 360 mil unidades no País, volume cerca de 13% superior ao de 2000. A produção também cresceu na mesma proporção e alcançou 506 mil veículos no ano passado.

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