GM do Brasil não acredita em concordata da montadora

Presidente da empresa no Brasil mantém planos de investir US$ 1,5 bilhão no país entre 2007 e 2010

Beth Moreira, da Agência Estado,

17 de novembro de 2008 | 15h07

O presidente da General Motors (GM) do Brasil, Jaime Ardila, afirmou hoje que board da empresa nunca levou em consideração a hipótese de concordata da montadora nos Estados Unidos. "Não consideramos em nenhum momento que a concordata fosse uma alternativa. Nunca achamos que essa fosse uma boa opção", disse ele, em coletiva de imprensa na sede da companhia em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ardila defendeu que a matriz da empresa receba ajuda do governo norte-americano para manter suas operações neste momento de crise. O executivo justificou que o setor automobilístico tem peso importante para a economia americana. Ardila ressaltou ainda que a empresa está em pleno processo de reestruturação e que vem tomando medidas nos últimos anos para reduzir custos e adequar seu mix de produtos ao cenário atual, mas que precisa de ajuda para concluir essa etapa, que segundo ele ainda deve durar até 2010. "A crise econômica financeira mundial pegou a GM justamente no meio desse processo", afirmou. Ele lembrou que a empresa fechou acordos recentemente com os sindicatos de trabalhadores nos Estados Unidos que terão efeito apenas em 2010, assim como o programa da empresa que prevê o lançamento de 20 novos produtos nos próximos dois anos para adequação do mix da companhia. "Não se trata de um plano de resgate, mas de um empréstimo-ponte até que o mercado se recupere", afirma. Ardila afirmou que os planos de investimentos da empresa no País são independentes da matriz, que passa nesse momento por dificuldades financeiras, e que não serão cancelados ou postergados. Os planos da empresa prevêem aportes de US$ 1,5 bilhão para o Brasil entre 2007 e 2010. Segundo o executivo, qualquer decisão em relação aos planos para o País depende única e exclusivamente do comportamento do mercado local. O executivo ressaltou que como a unidade brasileira passa por uma boa fase - caminha para o seu terceiro ano de lucros - ajudará a matriz através da remessa de dividendos. "Vamos continuar praticamente a política de remessa de dividendos da empresa, cumprindo inclusive o que está previsto na legislação brasileira",afirma. Ardila ressaltou ainda que o Brasil deverá apresentar à matriz no primeiro trimestre de 2009 um novo projeto que prevê aportes de US$ 1 bilhão. O executivo ressaltou que GM do Brasil precisa do aval da matriz, mas que tem recursos em caixa para realizar parte dos novos aportes. Outra parte deverá vir do mercado.

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