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GM e Chrysler reabrem negociações nos EUA sobre fusão

Negociações sobre a fusão haviam sido interrompidas porque tiravam o foco dos problemas de liquidez

Marcílio Souza, da Agência Estado ,

18 de dezembro de 2008 | 12h31

A General Motors e a Chrysler reabriram negociações sobre uma possível fusão, já que o controlador da Chrysler, a Cerberus Capital Management LP, sinalizou que está disposto a abrir mão de parte de sua fatia na fabricante de automóveis, disseram fontes próximas do assunto. As negociações sobre a fusão de ambas haviam sido interrompidas há algumas semanas, porque os dois grupos na época viam a combinação de suas operações como impraticável e como uma distração dos seus crescentes problemas de liquidez.  Veja também:Contra crise, BC gastou R$ 223 bi em 3 mesesDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   A Chrysler disse na última quarta que vai paralisar a produção em todas as suas fábricas nos EUA por pelo menos um mês a partir de amanhã, e a Ford avisou que interromperá o trabalho em dez unidades por uma semana extra em janeiro. Esses anúncio se seguem à decisão da General Motors na semana passada de paralisar a maior parte de suas fábricas nos EUA durante a maior parte do mês de janeiro.   Detalhes das negociações Agora, a retomada das conversas pode ser uma forma de a Cerberus mostrar ao governo norte-americano, que estuda conceder um pacote de resgate de US$ 14 bilhões para o setor automotivo, que quer cooperar com a reestruturação da indústria, disse uma fonte. A fusão também poderia ser uma forma de a Cerberus proteger suas fatias nas financeiras GMAC LLC e Chrysler Financial, que são cruciais para a sobrevivência das montadoras de Detroit. No início deste mês, o Congresso pressionou a Cerberus para injetar capital na Chrysler. Até o momento, a primeira tem rejeitado essa idéia, dizendo que o mesmo pedido não está sendo feito aos acionistas de suas concorrentes Ford e GM e que seu estatuto proíbe uma medida como essa. A Cerberus, no entanto, poderia ceder parte de sua fatia na Chrysler como parte de uma reestruturação mais ampla. Isso poderia significar dar ao futuro "czar" do governo para o setor automotivo poder para distribuir a fatia da Cerberus para o sindicato United Auto Workers ou até mesmo para a GM.  A Chrysler está pedindo ao governo um empréstimo-ponte de US$ 7 bilhões até 31 de dezembro, mas seus executivos disseram aos congressistas que um processo curto de concordata exigiria seria de algo entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões. Mas seu argumento não foi bem recebido pelos parlamentares, que perguntaram por que a Cerberus não poderia conceder esse financiamento. As informações são da Dow Jones.  Concessionária As concessionárias que vendem carros da montadora Chrysler estão prestes a sofrer uma pressão financeira adicional que pode provocar o fechamento de mais pontos de vendas em 2009. A partir de 1º de janeiro, o braço financeiro da montadora, a Chrysler Financial, vai impor taxas maiores sobre as concessionárias que demorarem mais de 360 dias para vender carros e caminhões novos e também exigirá o pagamento de todas as contas pendentes referentes a todos os veículos usados e não vendidos depois de mais de seis meses. Isso pode significar centenas de milhares de dólares de encargos para algumas concessionárias ao longo de 2009, numa época em que muitas delas já estão perdendo dinheiro e enfrentando dificuldades para continuar operando, de acordo com concessionárias próximas dos planos. A Chrysler Financial admitiu que está aumentando a cobrança sobre o estoque acumulado e disse que trabalha com as concessionárias para "garantir a minimização do impacto". As novas taxas se somam a outros sinais de problemas para as concessionárias. A Chrysler Financial recentemente alertou que poderá temporariamente interromper os empréstimos para as concessionárias estocarem os veículos em seus terrenos por causa dos volumosos saques do fundo usado para fazer frente a esses empréstimos. As informações são da Dow Jones.

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