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GM e Chrysler vão aprofundar cortes em reestruturação

Em planos que serão apresentados hoje ao governo dos EUA, empresas também vão pedir mais dinheiro

, O Estadao de S.Paulo

17 de fevereiro de 2009 | 00h00

Os planos de reestruturação que serão apresentados hoje pelas montadoras General Motors (GM) e Chrysler ao governo americano trarão propostas de mais cortes de custos - com fechamento de fábricas, provavelmente, e mais demissões. De acordo com o jornal Financial Times, as duas empresas também vão deixar claro que precisam de mais dinheiro do governo para sobreviver.A apresentação de hoje, na verdade, é uma prévia do plano final, que terá de ser apresentado pelas empresas até o dia 31 de março. Esses planos foram uma exigência feita pelo governo em dezembro, quando foi aprovada a ajuda de US$ 17,4 bilhões para as montadoras. Outra exigência feita em dezembro foi a nomeação de uma pessoa do governo para supervisionar as operações das empresas, cargo que ficou conhecido como "czar" das montadoras.O presidente Barack Obama, no entanto, decidiu abandonar a ideia do "czar" e criar uma força-tarefa para reestruturar o setor. Segundo uma autoridade do governo, Obama está apontando o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, como seu "designado" para supervisionar os empréstimos para o resgate das montadoras e como o codiretor de um novo quadro de alto nível. Essa força-tarefa contaria também com o diretor do Conselho Econômico Nacional, Lawrence Summers.GM e Chrysler terão de demonstrar ao governo que estão em condições de sobreviver. Caso contrário, serão obrigadas a devolver os recursos liberados pelo governo - as duas já pegaram US$ 13,4 bilhões, e os US$ 4 bilhões restantes devem sair ainda este mês.De acordo com o Financial Times, a GM vai afirmar, em sua apresentação, que, nos próximos 18 meses, pretende acelerar o fechamento de fábricas, cortar o número de revendedores e reestruturar ou vender algumas de suas oito marcas - entre elas a Hummer, a Saab e a Saturn.A Chrysler, por sua vez, deve elevar a promessa de cortes de custos para US$ 3,8 bilhões - em dezembro, a empresa havia dito que cortaria US$ 3,1 bilhões. A empresa também pretende reduzir a capacidade de produção anual em 1,3 milhão de veículos, ante os 1,2 milhão anteriormente informados.Ontem, as empresas continuavam tentando driblar um forte empecilho a seus planos de reestruturação: a redução dos custos trabalhistas. Essa redução dependem diretamente de negociação com o sindicato United Auto Workers.Na semana passada, as conversas chegaram a um impasse, quando os negociadores trataram da contribuição das montadoras aos fundos de previdência privada para inativos. As conversas chegaram a ser interrompidas no final de semana, e foram retomadas no domingo à noite. Ontem à noite, montadoras e sindicato ainda estavam em negociações.BMWNa Europa, a alemã BMW anunciou que vai demitir 850 funcionários em sua fábrica em Cowley, na Inglaterra, a partir de 2 de março. A medida afetará os funcionários que trabalham nos fins de semana, e a fábrica funcionará cinco dias por semana com duas equipes, ao invés de três. Um terço dos 4,5 mil funcionários de Cowley são trabalhadores temporários e temem não receber indenizações pela demissão.NÚMEROSUS$ 17,4 bilhões foi o pacote de ajuda às montadoras aprovado pelo governo americano em dezembroUS$ 13,4 bilhões desse total já foram liberados para a GM e a Chrysler. A Ford não utilizou os recursosUS$ 4 bilhões devem ser liberados para as empresas ainda este mês

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