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GM e Ford não têm ''plano B'' nos EUA

Só Chrysler tem plano de contingência; Congresso está dividido sobre socorro

O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2008 | 00h00

Só a montadora americana Chrysler tem plano de contingência no caso de ser obrigada a pedir concordata. General Motors e Ford, não, segundo disseram os principais executivos das três empresas ontem, no segundo dia de depoimento no Congresso dos EUA para discutir a ajuda de US$ 25 bilhões solicitada ao governo para atravessar a crise econômica.Os executivos repetiram boa parte do que disseram um dia antes, quando confirmaram as quantias que pedem ao governo. A GM precisa de US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões, a Ford, de US$ 8 bilhões, e a Chrysler, de US$ 7 bilhões.Democratas e republicanos seguem divergindo sobre como evitar o colapso das três companhias. O presidente da mesa da Câmara, Barney Frank, indagou como o governo poderia justificar o resgate de banqueiros e seguradores e negar ajuda às montadoras. O presidente da Chrysler, Robert Nardelli, disse que a companhia tem "olhado para todos os aspectos" de um potencial pedido de concordata e tem buscado consultores para ajudá-la a pensar nessa possibilidade. Para Rick Wagoner, da GM, a companhia estudou a possibilidade da concordata, mas concluiu que isso provavelmente a forçaria a "liquidar a companhia porque não teria qualquer receita". A GM "concluiu que deve colocar todos os esforços para evitar a concordata" e não trabalha em um plano de contingência. Já o presidente da Ford, Alan Mulally, também avaliou a hipótese da concordata e disse que não é uma opção viável. Os três executivos deram a entender que não aceitariam salário de US$ 1 em troca de ajuda do governo, como fez o ex-chefe da Chrysler, Lee Iacocca, nos anos 80. Ontem, as ações da Ford caíram 25% e as da GM, 9,71%, para abaixo de US$ 3, o menor valor em 66 anos. A empresa alemã de energia solar SolarWorld disse estar disposta a adquirir as fábricas da Opel na Alemanha, mas a GM disse que não estão à venda.''PREOCUPANTE''O presidente da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, definiu a crise financeira como "muito grave e preocupante", alertando que o setor automobilístico não sairá ileso. Ontem, na inauguração do Salão do Automóvel de Los Angeles (EUA), ele afirmou que "todos serão afetados pela crise", lembrando que outubro foi o pior mês em 25 anos para as vendas de automóveis nos Estados Unidos.

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