GM e Ford pedem liberação rápida de crédito pelos EUA

Programa de crédito já aprovado prevê US$ 25 bilhões à indústria; ações das montadoras despencaram na quinta

Priscila Arone, da Agência Estado,

10 de outubro de 2008 | 16h04

As montadoras dos Estados Unidos estão elevando a pressão sobre o governo para que implemente rapidamente o programa de crédito de US$ 25 bilhões aprovado recentemente. As empresas afirmam que suas necessidades de capital tornaram-se ainda mais urgentes após as turbulências do mercado de ações desta semana.  Veja também:NY discute suspensão de negócios por ação para evitar especulaçãoBush receberá ministros do G7 na Casa BrancaComo o mundo reage à crise Reino Unido congela ativos do banco islandês LandsbankiFMI age para garantir crédito a emergentesConfira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Integrantes do governo George W. Bush reafirmaram nesta semana que pode demorar entre 6 e 18 meses até a conclusão do trabalho de redação da lei e a liberação dos empréstimos, cujo objetivo é ajudar a indústria automobilística a adaptar-se ao novos padrões de economia de combustível. O setor automobilístico pressiona o governo para que comece a liberar os empréstimos já em janeiro. Aliados das montadoras no Congresso, como o deputado John Dingell e a senadora Debbie Stabenow - ambos democratas de Michigan - pressionam o governo para que o processo seja acelerado.  Nesta quinta-feira, a General Motors e a Ford viram o preço de suas ações despencarem 31% e 22%, respectivamente, alimentando as especulações de que podem não ter dinheiro suficiente para sobreviver ao aprofundamento da desaceleração econômica. "A situação econômica torna ainda mais importante" para as montadoras conseguirem empréstimos do governo a juros baixos, disse uma porta-voz da Ford.  A representante da Ford e um porta-voz da GM rejeitaram as especulações que circulam entre alguns analistas de que o setor automotivo precisaria de um programa de socorro maior do que o pacote, que prevê empréstimos de US$ 25 bilhões para o setor. "Nós não temos expectativas" em relação a novas medidas de ajuda do governo além desse pacote, disse o porta-voz da GM, Greg Martin, acrescentando que outras empresas também enfrentam dificuldades. "Não são tempos difíceis apenas para nós, mas para todo mundo."  Um porta-voz da presidente da Câmara dos Representantes - a democrata Nancy Pelosi (Califórnia) - disse nesta sexta-feira, 10, que o escritório não recebeu novos pedidos de ajuda por parte das montadoras. As informações são da Dow Jones.

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