Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

GM enfrenta greve de 24h por falta de acordo salarial

O impasse nas negociações entre a direção da General Motors e o Sindicato dos Metalúrgico para se chegar a um acordo com relação ao aumento salarial gerou nesta terça-feira uma paralisação de 24 horas na fábrica de São José dos Campos, Vale do Paraíba. De acordo com a entidade que representa os metalúrgicos. pelo menos 9 mil funcionários cruzaram os braços e pararam a produção dos veículos Corsa e S-10. Ainda segundo o sindicato, cerca de 900 veículos deixaram de ser produzidos, mas a assessoria de imprensa da GM não confirmou este número. O protesto foi definido na manhã desta terça-feira, durante uma assembléia realizada às 6 horas na portaria da fábrica. Inicialmente os metalúrgicos queriam 13,8% de aumento salarial, sendo que deste percentual, 10% refere-se ao aumento real e 3,8% à reposição da inflação. Seguindo o Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores), que oferecia aos empregados das montadoras um reajuste de 4,3%, a GM também propôs o mesmo índice inicialmente. Depois baixou para 4,19% e um abono de R$650 para janeiro. Após cinco longas reuniões entre empresa e sindicalistas, que duraram em média, 9 horas cada, o sindicato cedeu e propôs 7% de reajuste. A GM ofereceu 5,47% mais um abono de R$400. "Já são quase 80 horas de reuniões. As cláusulas sociais estão melhorando, mas o que falta é o reajuste", disse o presidente do sindicato, Adilson dos Santos.Esta última oferta desencadeou o protesto de 24 horas iniciado na manhã desta terça. "Os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa e avaliam que ela tem condições de nos dar um aumento maior, até porque os lucros das montadoras são recordes", disse o presidente do Sindicato Adilson dos Santos.Para o sindicato, o principal obstáculo enfrentado nas reuniões é um acordo fechado no ano passado entre a CUT (Centra Única dos Trabalhadores) a Força Sindical e o Sinfavea. Este acordo previa para este ano a reposição da inflação e apenas 1,23% de aumento real, totalizando 4,19% de reajuste. "Isso jamais deveria ter ocorrido. Ninguém poderia prever quanto as empresas ia crescer, como ia se comportar o mercado. Não há justificativa para se aceitar esse acordo prévio", afirmou Santos.Uma nova reunião foi marcada para esta quarta-feira. Por meio da assessoria de imprensa, o vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, informou que a empresa está "absolutamente aberta às novas negociações e que a greve não é a solução para nenhum acordo".

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 18h08

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.