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GM enfrenta nesta 3ª veredicto de detentores de bônus nos EUA

Montadora americana trabalha em plano de reestruturação que será apresentado ao governo em 1º de junho

Dow Jones e agências internacionais,

26 de maio de 2009 | 14h18

A General Motors está em contagem regressiva até o prazo oficial de 1º de junho estipulado pelo governo Obama para apresentar um plano convincente de reestruturação ou pedir concordata. Os detentores de bônus precisam responder até esta terça-feira, 26, se aceitam o acordo de troca de dívida por participação. Também nesta terça, autoridades do sindicato United Auto Workers (UAW) se reúnem em Detroit para ouvir sobre quantos empregos mais serão cortados nas fábricas e se prepararem para a votação do acordo de corte de custos negociado na semana passada.

 

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Durante o final de semana, a General Motors e a força-tarefa automotiva dos EUA trabalharam em uma reestruturação que poderia mandar a montadora para a concordata. Na sexta-feira passada, a GM recebeu um empréstimo de US$ 4 bilhões do governo federal, além dos US$ 15,4 bilhões recebidos anteriormente.

 

Em jogo estão US$ 27 bilhões em empréstimos não assegurados que a GM quer trocar por participação na empresa. A GM, em seu prospecto, disse que busca aceitação de 90% dos detentores de bônus, o que parece difícil diante das críticas dos detentores sobre a acentuada diluição que isso representaria nos seus investimentos. A oferta vence nesta terça e a empresa pretende anunciar nesta quarta-feira se vai estendê-la, na tentativa de atrair mais detentores do bônus, ou permitir que ela vença.

 

De qualquer forma, o Tesouro dos EUA terá a palavra final sobre se a troca de dívida por participação levantou recursos suficientes para a montadora prosseguir sem pedir concordata, uma decisão que será tomada em 1º de junho.

 

Na semana passada, a GM e o sindicato United Auto Workers (UAW) chegaram a um acordo prévio para reduzir a dívida de US$ 20 bilhões da montadora com o fundo para plano de saúde dos aposentados, segundo anunciou o sindicato. A GM tem procurado fechar um acordo no qual pagaria metade, ou cerca de US$ 10 bilhões, de suas obrigações em dinheiro e daria ao sindicato 39% de participação na companhia. O sindicato se reúne nesta terça em Detroit.

 

Na segunda-feira, a montadora fechou um acordo com o sindicato canadense Canadian Auto Workers para redução de custos trabalhistas, com aprovação de 86% dos membros do sindicato. O acordo envolve um corte de cerca de US$ 15 a US$ 16 no salário por hora e também inclui benefícios e concessões de salários e pensões, ao mesmo tempo em que a montadora mantém as fábricas na província de Ontário abertas.

 

Na terça-feira passada, a GM informou em documento à Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários norte-americana) que não deveria alcançar um acordo para recapitalização da companhia até esta terça. No documento, a montadora indicou que poderia tentar estender o prazo final para a troca de dívida.

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