GM evita comentar se ocorrerão demissões, como informou Força

A General Motors (GM) evitou comentar hoje a informação da Força Sindical, segundo a qual a empresa teria avisado as lideranças sindicais que "vai ter que demitir funcionários", caso o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumente os juros amanhã.Em comunicado, a GM ressaltou que a empresa abriu nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos um Programa de Demissão Voluntária (PDV), destinado somente para funcionários horistas aposentados. "A GM se comprometeu com os Sindicatos que nenhuma outra medida, que afete o nível de emprego, será tomada sem prévia reunião com eles", informou a fabricante de veículos.Na última quinta-feira, o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, informou à Agência Estado que o atual patamar de câmbio provoca prejuízo às exportações da montadora, e reduziu as expectativas de vendas externas de automóveis para o México neste ano de 80 mil para 66 mil unidades. De acordo com o executivo, o câmbio no patamar próximo de R$ 2,50 levou as previsões das exportações da companhia caírem US$ 100 milhões neste ano, de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,3 bilhão.Na nota divulgada hoje, a GM frisou que contatou nos últimos dias os sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos e de São Caetano do Sul para "informá-los a respeito da necessidade de reduzir suas atividades produtivas das duas fábricas, por conta de cortes que a empresa está procedendo" nos seus programas de exportação. "A revisão desses programas se deve, em grande parte, à atual taxa de câmbio, que compromete a rentabilidade dos negócios no mercado externo", acrescentou o comunicado da companhia.

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