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GM faz nova proposta a sindicatos

Depois de uma negociação que durou mais de sete horas, entre 13h e 20h40 dessa quarta-feira), finalmente saiu uma nova proposta para o reajuste salarial dos trabalhadores da General Motors de São José dos Campos e São Caetano do Sul. A proposta, definida durante reunião entre os Sindicatos dos Metalúrgicos das duas cidades e a direção da empresa, prevê o pagamento imediato de um abono de R$ 2 mil, além do reajuste de 7,44%, que já estava previsto na proposta anterior, rejeitada pelos trabalhadores. Desse índice, no entanto, será descontada uma antecipação de 1,23%, negociada na campanha salarial do ano passado, caindo para 6,14%. "A grande diferença é o pagamento do abono, que se for distribuído ao longo do ano, representa mais 3,5% no salário", disse o secretário do sindicato joseense, Luiz Carlos Prates, o Mancha. Os preços das refeições e do transporte dos trabalhadores também serão congelados até o final do ano. Outro fato que diferencia a proposta negociada da proposta anterior, é que o novo aumento só passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2008. Mancha disse que isso também será compensado pelo abono. No caso dos trabalhadores da Volkswagen de Taubaté e do ABC, que aprovaram no final de semana a proposta do Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea), de reajuste de 7,44%, sendo 2,5% de reposição do INPC e aumento real de 4,94%, o acordo passa a valer a partir de 1º de setembro.Mancha mais uma vez criticou o posicionamento dos dois sindicatos filiados à CUT - os metalúrgicos joseenses são filiados ao Conlutas -, dizendo que as montadoras tinham condição de fazer uma proposta melhor. A reivindicação dos trabalhadores da GM era de 13,5% de reajuste, sendo 9% de aumento real."A prova está aí. Se estivéssemos todos juntos teríamos muito mais força", reclamou. A nova proposta será apresentada aos trabalhadores da GM em assembléias às 6h30 e às 14h30 de amanhã. A empresa não se manifestou sobre a questão e o presidente a Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM) e do Sindicato de Taubaté, Walmir Marques, o Biro Biro, não foi encontrado para responder às críticas de Mancha.

JOÃO CARLOS DE FARIA, ESPECIAL PARA A AE, Agencia Estado

12 de setembro de 2007 | 22h08

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