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GM faz o 8º recall no País, agora do Camaro

Há riscos de o joelho do condutor bater na chave e desligar o carro; peça para conserto aindanão está disponível

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2014 | 02h03

A General Motors anunciou ontem seu oitavo recall no Brasil neste ano. Desta vez, o problema envolve a chave de ignição de 4.735 unidades do cupê de luxo Camaro. O modelo é importado do Canadá e vendido no País a partir de R$ 222 mil.

A empresa detectou que o contato do joelho do motorista com a chave, durante determinadas movimentações das pernas, pode provocar seu giro anti-horário, causando o desligamento repentino do veículo e possíveis acidentes.

Embora tenha anunciado o recall, a GM ainda não tem disponível as novas chaves de ignição para substituir as atuais.

A montadora sugere aos proprietários que, "até a troca, em caso de necessidade de utilização do veículo, posicione o banco do motorista de modo a evitar a proximidade do joelho com a atual chave de ignição".

A GM informa que enviará cartas aos consumidores alertando dos riscos envolvidos e as medidas preventivas a serem observadas até a substituição da chave, e informará tão logo as peças estejam disponíveis.

Estão no recall todos os modelos 2011 a 2014 vendidos no País nesse período, fabricados entre 20 de junho de 2010 e 1º de junho deste ano. Em junho, a GM já havia convocado 39 unidades do Camaro por defeitos no sistema do airbag.

Ao todo, a GM já convocou 281,3 mil carros no Brasil para corrigir defeitos de fabricação, segundo dados do Procon/SP. O número equivale a 35% dos veículos de todas as marcas envolvidos em recall neste ano.

Acidentes. Em junho, a GM anunciou nos Estados Unidos recall de 511,5 mil Camaro porque o joelho do motorista poderia bater na chave e desligá-lo.

A montadora informou na ocasião que esse chamado não estava relacionado com o defeito do sistema de ignição usado em vários outros modelos, que desencadeou uma onda de recalls no mundo todo dez anos após o problema ser detectado.

Até agora, cerca de 15 milhões de carros da marca já foram chamados para corrigir esse defeito, que teria causado mais de 50 acidentes e ao menos 13 mortes.

Por ter demorado a reconhecer o defeito, a GM responde a várias ações na Justiça e sua presidente, Mary Barra, já foi convocada quatro vezes para prestar esclarecimentos no Senado.

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