Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

GM fecha últimos acordos antes de concordata

Prazo para acerto com detentores de bônus de US$ 27 bilhões da empresa venceu ontem

, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

Venceu ontem o prazo para que os credores que têm US$ 27 bilhões a receber da General Motors aceitassem a oferta de trocar a dívida por uma participação na empresa que poderá chegar a 25%. A direção da montadora se recusou a informar o nível de adesão dos credores à proposta, mas analistas e administradores de fundos de investimento disseram acreditar que a oferta tenha atraído a maioria dos credores. A adesão de pelo menos metade dos detentores de bônus já daria à montadora a confiança de que o processo de concordata - que deve ser pedida oficialmente na segunda-feira - terá um caminho facilitado. O sucesso de uma nova troca de dívida por ações ajuda a reduzir a lista de credores da GM e a garantir que o período de batalhas da montadora na corte de falência dos Estados Unidos seja curto."A garantia e a estrutura de capital melhorada promove uma recuperação melhor para os detentores de bônus", disse Brian Johnson, analista do Barclays. "Em relação a um processo de concordata, nós esperamos o provável consentimento dos detentores de bônus para facilitar o processo."O novo e favorável acordo para os detentores de bônus - uma participação de 10% na nova empresa e garantias para mais outros 15% - já contava, antes de vencer o prazo final, ontem, com o aval de investidores que representam pelo menos 35% dos bônus da empresa.Com a nova oferta feita pela empresa, os detentores de bônus conseguem uma recuperação em torno de US$ 0,09, acima da estimativa de zero a US$ 0,05 da oferta anterior, afirmou Johnson. Os detentores de bônus da GM já haviam rejeitado uma proposta anterior, que daria a eles apenas uma participação de 10% na nova empresa após a reestruturação.Na sexta-feira, o sindicato United Auto Workers (UAW), que reúne os trabalhadores da indústria automotiva dos Estados Unidos, anunciou que seus integrantes aprovaram, com uma ampla margem - 74% dos votos -, o novo acordo trabalhista com a GM. Esse acordo permite à montadora superar um grande obstáculo para seu plano de reestruturação. O acordo cobre 54 mil trabalhadores da GM em 46 fábricas nos EUA.Segundo o presidente do UAW, Ron Gettelfinger, o acordo dá ao fundo de pensão independente dos aposentados da GM uma participação de 17,5% na empresa, além de garantias para mais 2,5%. VENDANa madrugada de sábado, um outro empecilho à reestruturação da montadora foi afastado. Em um acordo aprovado pelo governo alemão, a GM acertou a venda de sua subsidiária europeia Opel para a fabricante de autopeças canadense Magna (ver ao lado).O governo americano, que já liberou quase US$ 20 bilhões em empréstimos para a GM, exigiu que a montadora fechasse acordos com os credores e os trabalhadores até o dia 1º de junho. Os acordos, no entanto, não devem evitar a concordata. O governo dos EUA deve assumir uma participação de 72,5% na empresa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.