SMSJ/Divulgação
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GM garante empregos e funcionários aceitam layoff em São José dos Campos

Em razão da falta de semicondutores, empresa vai suspender os contratos de 700 operários da linha de produção da S10 por dois a cinco meses, após acordo com o sindicato

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2021 | 16h13

A General Motors garantiu estabilidade de emprego aos 3,8 mil trabalhadores da fábrica de São José do Campos (SP), o que levou os funcionários a aprovarem, em assembleia nesta sexta-feira, 29, acordo para implantação de layoff (suspensão temporária de contratos). O segundo turno da produção da picape S10 será suspenso e a linha vai operar com uma equipe a partir de 8 de novembro.

Em princípio, o Sindicato dos Metalúrgicos local afirmou que a medida envolveria até 1,2 mil funcionários, mas a empresa decidiu pela suspensão de 700 trabalhadores. O layoff deve durar de dois a cinco meses, podendo ser prorrogado por mais cinco meses se for necessário. A garantia de empregos será mantido durante todo o período do layoff.

A GM alega falta de semicondutores, problema que afeta as montadoras de todo o mundo desde o início do ano. Por causa da escassez desses itens, a empresa também ficou com a fábrica de Gravataí (RS) parada por quase cinco meses. A unidade de São Caetano do Sul (SP) teve a produção suspensa por dois meses, período em que a companhia aproveitou para fazer modificações internas para o início da produção da nova Montana em 2022.

A maioria das demais montadoras do Brasil também já adotou ou segue com medidas de corte de produção

Proteger empregos

Em nota, a GM confirma que os problemas de suprimentos vai afetar de forma temporáriao cronograma de produção na fábrica de São José dos Campos que passará a operar em um turno a partir de 8 de novembro.

"Com o objetivo de proteger empregos e a sustentabilidade do negócio, a GM e sindicato acordaram com a adoção de um regime de layoff para os funcionários afetados, que foi aprovado em assembleia", informa a companhia.

Valmor Mariano, vice-presidente do sindicato, informa que a GM também vai efetivar 300 trabalhadores temporários cujos contratos venceriam em novembro.

Durante o período de layoff, será garantido 100% do salário líquido e o pagamento do FGTS. O regime prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

“Só foi possível chegar a esse acordo porque houve engajamento e mobilização dos trabalhadores na defesa dos empregos. Sem essa conquista, certamente haveria demissões”, afirma Mariano. “Diante da crise, toda negociação tem de vir condicionada à estabilidade dos empregos.”

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