GM garante estabilidade em unidade de São José dos Campos

A direção da General Motors informou hoje ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, que não vai demitir nenhum dos 8.200 trabalhadores da unidade e ainda vai efetivar a contratação de 124 pessoas que atualmente trabalham como temporários. O contrato desse grupo de trabalhadores vence amanhã, mas a GM garantiu que eles não serão dispensados. A informação foi dada pela direção da empresa, por telefone, ao presidente do sindicato, Luiz Carlos Prates. A reunião, que deveria acontecer hoje, foi cancelada pela direção da empresa, depois da paralisação na unidade de São Caetano do Sul, na grande São Paulo. "Eles tiveram que ir até São Caetano, mas garantiram que ninguém será demitido depois das férias coletivas e ainda prometeram a efetivação dos temporários". No período de 29 de julho a 9 de agosto a montadora estará dando férias coletivas para 2.500 metalúrgicos da linha de produção do Corsa, Zafira e S-10, a fim de adequar o volume de carros à demanda do mercado. Na unidade ainda restam outros 400 empregados temporários. Hoje à tarde o sindicato fez uma assembléia com os metalúrgicos para informar da decisão da empresa. Os reflexos da recessão no mercado automotivo é sentido diretamente pelas autopeças. Em Taubaté, as três maiores fornecedoras da Volkswagen - SM, Pelzer e Schnellecke - também adotaram a jornada reduzida, com semana de quatro dias, a partir de agosto. A montadora instituiu a semana de quatro dias nos meses de julho e agosto por causa do volume de carros existentes nos pátios. Ao todo, são cerca de 1.450 empregados das três autopeças que terão um dia de folga por semana. Segundo o diretor do sindicato, Aloísio Freitas, a medida não provocou impacto entre os trabalhadores, já que faz parte de um acordo firmado no ano passado entre a VW e o sindicato. Ele explica que os 15% de redução no salário por causa da diminuição das horas trabalhadas são completadas com parte da Participação dos Lucros e Resultados, a PLR. "Algumas empresas acompanham a Volks nesta forma de pagamento e outras acumulam os dias não trabalhados em um banco de horas para ser usado quando necessário". Com a adesão das empresas de autopeças à semana de quatro dias, sobe para 7.500 o número de trabalhadores do Vale do Paraíba, que tiveram a jornada reduzida por causa da crise no mercado.

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