GM inicia campanha para recall do Corsa

A General Motors informou que o recall da montadora vai alcançar 1.060.110 unidades de todas as versões do Corsa, produzidas entre os anos de 1994 e 1999, números de série até OYC142043 e até OYR108260. A fadiga no material da peça de fixação dos cintos de segurança pode ocorrer também em 2.627 unidades do modelo Tigra, importado da Alemanha entre 1998 e 1999. As informações foram dadas pelo vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto. De acordo com o executivo, a montadora vai iniciar a campanha de convocação dos proprietários dos veículos, nas principais emissoras de televisão, de rádio e nos jornais. Além disso, a montadora vai enviar pelo correio três cartas aos primeiros compradores dos veículos, informando sobre o recall. A montadora está solicitando aos clientes que agendem previamente instalação do kit de reforço nos carros, o que poderá ser feito em todas concessionárias da rede Chevrolet. A peça, adicionada nos trilhos dos bancos, permite um reforço na fixação dos cintos de segurança. Defeito pode ter provocado mortesO defeito na fixação dos cintos de segurança do Corsa, da General Motors, pode ter causado a morte de duas pessoas em dois acidentes ocorridos - em abril de 99 e em julho deste ano, em Minas Gerais. "Não está constatada a conexão entre o fato de o cinto ter se soltado e as mortes, mas há uma presunção", admitiu o vice presidente da GM.O executivo informou que a GM teve conhecimento do primeiro caso envolvendo a fadiga no material de fixação do cinto em abril do ano passado e que, desde então, 25 acidentes foram registrados, dois deles com mortes. Segundo Pinheiro Neto, a empresa prestou assistência às famílias das vítimas.O diretor de Engenharia da montadora, Carlos Buechler, justificou a demora no anuncio do recall pelo fato de que os casos de soltura terem sido registrados em modelos com alta quilometragem. Pinheiro Neto apontou como um dos motivos para a ocorrência da fadiga no material de fixação do cinto as condições das estradas e das ruas brasileiras. Segundo ele, problema não foi observado nos veículos exportados para a América do Sul, o México e a África do Sul.

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