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GM mantém projetos no País

Segundo empresa, reestruturação não afeta o Brasil

Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

20 de fevereiro de 2009 | 00h00

O presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, reafirmou ontem que o plano de reestruturação entregue pela matriz ao governo dos Estados Unidos exclui o Brasil de qualquer ação que envolva fechamento de fábricas, demissões em massa e suspensão de investimentos. A única medida que atinge a filial envolve o próprio executivo. Seguindo normas da companhia, ele terá seu salário reduzido em 10%.Ainda que não faça parte do plano de cortes de 47 mil funcionários (dos quais 26 mil fora dos EUA), a filial brasileira deve alterar seu quadro em razão da menor demanda esperada para o mercado. A GM prevê queda de 15% nas vendas ante 2008, para 2,4 milhões de veículos.A empresa não deve renovar boa parte dos 1.633 contratos temporários que vencem a partir de março na fábrica de São Caetano do Sul (SP). Os funcionários operavam no terceiro turno criado em 2008 e suspenso este ano. "Vamos renovar apenas os que precisamos", avisou Ardila, que tomará a decisão em um mês. Em janeiro, a GM suspendeu 800 contratos temporários em São José dos Campos (SP). O grupo emprega 22,5 mil pessoas no País. No mundo todo, tem 244,5 mil funcionários, 39,5 mil a menos do que em 2007. Além de cortar mais 47 mil vagas nos próximos anos, o grupo fechará cinco fábricas e suspenderá investimentos nos EUA, Europa, Tailândia e Índia."No Brasil, todos os projetos estão mantidos, assim como o investimento anunciado de US$ 1,5 bilhão", disse Ardila. Parte de outro aporte de US$ 1 bilhão que vem sendo negociado com a matriz deve ser anunciado no segundo trimestre."A América Latina, incluindo o Brasil, não será impactada pelo plano de reestruturação", reforçou Ardila. "Eu serei impactado", admitiu, ao ser questionado sobre cortes nos salários de executivos que vai vigorar de 1º de maio até o fim do ano. Ardila explicou que, no plano apresentado na terça-feira, a GM pede ao governo US$ 4,6 bilhões para completar os US$ 18 bilhões solicitados em dezembro, pois até agora recebeu US$ 13,4 bilhões. Ele disse que a Secretaria do Tesouro americano pediu ao grupo para projetar um cenário em que as vendas da indústria não apresentem recuperação até 2011.A GM informou que, num mercado com vendas abaixo de 12 milhões de carros, precisará de ajuda adicional. "No caso de acontecer, elevaria o total de empréstimos para US$ 30 bilhões", disse Ardila. "São cenários solicitados pelo Tesouro e não pedidos de novos empréstimos. Nossa base continua sendo os US$ 18 bilhões."

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