GM oferece incentivos para aposentadoria a 22 mil funcionários

Segundo a AFP, a montadora ofereceu ainda um plano de demissão voluntária a todos os 62 mil funcionários

Marcílio Souza, da Agência Estado

12 de fevereiro de 2009 | 16h19

A General Motors está oferecendo incentivos para que 22 mil de seus 62 mil funcionários filiados ao sindicato United Auto Workers (UAW) antecipem a aposentadoria, como parte de um plano de recuperação que deverá apresentar ao governo norte-americano até terça-feira. A montadora ficaria satisfeita se ao menos metade deles aceitasse a proposta, disse uma fonte próxima do assunto ao Wall Street Journal. Segundo a Agência France Presse, o porta-voz da empresa declarou que a montadora ofereceu ainda um plano de demissão voluntária que se estenderia a todos os 62 mil funcionários.   Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise     A decisão é o esforço mais recente da companhia para cortar custos em conexão com os empréstimos de US$ 13,4 bilhões obtidos do governo norte-americano em dezembro. Na terça-feira, a empresa disse que cortará 10 mil empregos, ou 14% de sua força de trabalho assalariada este ano.   A GM e representantes sindicais vão acelerar as discussões ao longo do final de semana sobre outras formas para reduzir custos trabalhistas, incluindo a possível diminuição do pagamento suplementar para funcionários que foram dispensados e o afrouxamento de regras sindicais, disse uma fonte próxima do assunto. Esses cortes exigirão mudanças em um contrato trabalhista assinado em 2007.   De acordo com dados fornecidos pelas montadoras, a GM gasta US$ 1,3 mil a mais do que a Toyota em custos trabalhistas para cada carro que fabrica. A montadora esperava acabar com essa diferença até 2012, mas os termos do empréstimo do governo exigem que isso ocorra mais rapidamente. As informações são da Dow Jones.   Texto atualizado às 17h38

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