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GM pede concordata na manhã desta segunda, segundo 'WSJ'

Montadora norte-americana vai nomear o executivo Al Koch para conduzir sua reestruturação, dizem fontes

Agência Estado e Dow Jones,

31 de maio de 2009 | 18h15

A General Motors deve arquivar um pedido de concordata no Tribunal de Falências de Nova York nesta segunda-feira, 1º, às 9 horas (de Brasília), e nomear Al Koch, 67 anos, como o executivo que conduzirá o processo de reestruturação da companhia, afirmou o Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com a questão.

 

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Koch, um dos diretores da consultoria AlixPartners e especialista em reestruturar empresas, supervisionará a divisão da montadora em duas partes - a "Nova GM", controlada majoritariamente pelo governo, e uma outra companhia que será liquidada.

 

Segundo as fontes, ele será subordinado ao executivo-chefe da GM, Frederick "Fritz" Henderson, mas também deve responder diretamente ao conselho de diretores da companhia. No caso de uma "Nova GM" ser criada após o pedido de concordata, Koch comandará uma equipe encarregada de vender ativos da "Velha GM" - incluindo as marcas Saturn, Hummer, Saab e Pontiac.

 

Koch, que foi um dos responsáveis pela reorganização do Kmart após a concordata, estaria reunindo-se regularmente com os diretores da GM desde dezembro. Ele ajudou a desenvolver os planos de viabilidade enviados pela montadora ao governo norte-americano, negociou com os acionistas e detentores de dívidas da companhia e preparou o esquema de venda dos ativos bons da empresa para a "Nova GM".

 

Como principal consultor da Alix para a GM, ele também preparou uma análise delineando as chances de recuperação para os credores caso a montadora fosse liquidada. A análise revelou que "não haveria recuperação para os credores que não possuem seguro", afirmou uma fonte.

 

No caso do Departamento do Tesouro dos EUA, a recuperação seria "significativamente prejudicada", segundo a fonte ouvida pelo Journal.

 

A equipe de Koch incluirá Ted Stenger, que trabalhou na Kmart e no colapso da fornecedora de autopeças Dana Automotive; Stefano Aversa, presidente das operações europeias da Alix, e John Hoffecker, especialista da indústria automobilística.

 

Koch "parece ser um homem sólido com excelente experiência na indústria. E trabalha para uma grande empresa, então provavelmente receberá um bom apoio", disse Edward Altman, professor da Universidade de Nova York especializado em concordatas.

 

No entanto, Altman alerta que as condições econômicas desempenham um papel fundamental no sucesso de reestruturações corporativas após processos de concordata, o que pode trabalhar contra a reorganização da GM.

 

Dívida

 

A maioria dos credores aos quais a General Motors deve US$ 27 bilhões concordou neste domingo com a proposta de troca de dívidas por ações da nova companhia que surgirá após a reestruturação da montadora, de acordo com fonte próxima à questão.

 

Caberá ao Departamento do Tesouro, que patrocinou o acordo, determinar se o número de credores que concordou com a troca foi suficiente. A fonte disse que o número é adequado. Segundo ela, "mais de 50% concordaram."

 

A batalha com o grupo de credores foi uma das mais difíceis que a montadora enfrentou. Sobrevivendo às custas de empréstimos bilionários do governo dos Estados Unidos, a troca de dívida por ações é uma das principais condições para que a companhia saia de forma mais rápida de uma eventual concordata.

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