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GM pode deixar a sede de Detroit

Presidente admite pedir concordata, vender fábricas e transferir a sede

, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

A General Motors avalia a possibilidade de transferir sua sede de Detroit, vender fábricas nos Estados Unidos e de renegociar seu plano de reestruturação com o sindicato de trabalhadores, o UAW, conforme se aproxima de um possível pedido de concordata, afirmou ontem o presidente mundial da montadora, Fritz Henderson.O executivo disse ser mais provável que a GM entre com o pedido de recuperação judicial até 1º de junho, prazo fixado pelo governo americano para que se reestruture ou peça concordata. "É mais provável que precisaremos executar nossas metas sob um pedido de proteção contra falência", declarou ele. "Ainda há uma chance para que isso seja feito fora do tribunal."A montadora tem três semanas para obter um acordo com credores e com o UAW e também para finalizar o destino de algumas marcas do grupo e fechar 40% das concessionárias.Uma possível decisão da empresa em abandonar Detroit pode representar outro golpe para a economia da região, já debilitada pela queda da produção de carros, o desemprego no setor, além do recente pedido de concordata da Chrysler.A sede da GM está instalada no complexo conhecido como Renaissance Center desde 1996. Por força de um acordo de locação e recompra, a empresa adquiriu o edifício no ano passado por US$ 625 milhões."Conforme observamos a estrutura, os negócios, estamos de olho em tudo, particularmente enquanto encolhemos", disse Henderson."Precisamos agir, e precisamos agir rápido", afirmou o executivo em conferência por telefone. Henderson indicou que há algum progresso na redução de marcas da GM. Ele afirmou estar negociando com dois interessados na Hummer e continua com as negociações para eliminar a Saab e a Saturn. A marca Pontiac será fechada.Com o UAW, continuam as negociações para cortar pela metade as obrigações com um plano de saúde de aposentados de US$ 20 bilhões em troca de 38% de participação acionária. Os dois lados ainda negociam quais fábricas serão fechadas.Fora dos EUA, a montadora também está em dificuldades. Henderson disse que as necessidades de financiamento na Europa, onde as perdas aumentam e a GM tenta se desfazer das marcas Opel e Saab, são "urgentes".Segundo ele, a empresa considera manter uma participação minoritária na Opel, que está sendo negociada com a Fiat, a Magna e outros grupos interessados.Ele informou também que a GM não tem planos de alterar a oferta de troca de dívidas, apesar da insatisfação dos detentores de bônus. A GM oferece trocar 225 ações ordinárias para cada US$ 1 mil do principal de seus títulos existentes.A troca só será iniciada se 90% dos detentores de bônus concordarem com os termos. Se não conseguir o acerto, entrará com pedido de concordata. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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