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GM prepara pedido de concordata

Credores rejeitam proposta da montadora americana, que deve anunciar a concordata nas próximas horas

, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2009 | 00h00

O conselho de administração da General Motors se reunirá entre hoje e amanhã para definir os próximos passos diante da quebra inevitável da companhia, provocada pela recusa dos credores em trocar suas dívidas por ações. Será a maior concordata na história industrial dos Estados Unidos.O plano previa a eliminação de 90% dos US$ 27,2 bilhões de dívida não segurada da GM em troca de 10% das ações da nova companhia, que surgirá após a reorganização. Credores e donos de títulos consideram a oferta um insulto comparada ao que receberão trabalhadores e credores da dívida segurada.A GM reconheceu o fracasso de sua oferta em comunicado divulgado ontem pela manhã. "A quantidade principal de dívida oferecida foi substancialmente inferior à quantidade requerida pela GM para satisfazer a redução exigida em seu acordo de empréstimo com o Departamento do Tesouro", afirmou. A oferta de troca expirou à meia-noite da terça-feira.A troca era um dos requisitos do governo americano para que a montadora continuasse a receber dinheiro público. Desde dezembro, Washington proporcionou à GM US$ 19,4 bilhões para continuar operando.Como no caso da Chrysler, que está em concordata desde 30 de abril, a G M chegou a acordos com seus funcionários para reduzir custos trabalhistas, mas, sem o acordo com os credores, terá de se declarar em concordata até dia 1º, quando termina o prazo dado pelo presidente Barack Obama.A administração Obama já teria uma proposta de reestruturação durante a quebra, que efetivamente nacionalizaria a GM e colocaria a maior parte da empresa nas mãos do sindicato United Auto Workers (UAW).O governo estaria preparado para emprestar mais US$ 30 bilhões à GM e o Canadá, mais US$ 9 bilhões. Segundo o plano do Departamento do Tesouro, Washington terminaria controlando 70% do conjunto de acionistas da nova GM; o UAW teria 17,5%; os credores, 10%; e o governo canadense, 2,5%.OPELAté às 20 horas de ontem (horário de Brasília) o encontro entre representantes da GM Europa e da chanceler Angela Merkel para discutir o futuro da Opel não havia terminado. O governo alemão tem dúvidas sobre as propostas das três empresas que querem comprar a unidade: a italiana Fiat, a canadense Magna e a americana FHJ. Um passo importante para a venda foi dado pela GM, que desmembrou a filial da matriz. Segundo a imprensa alemã, o conselho supervisor da Opel teria alcançado um acordo que abrirá caminho para uma solução por meio de um modelo de curadoria (uma entidade administraria os bens da companhia). O acordo prevê a criação de uma holding, na qual a GM teria 35% de participação e os 65% restantes seriam controlados pela entidade curadora.O conselho supervisor da curadoria seria formado por dois representantes do governo dos EUA e dois do governo da Alemanha. Um quinto membro seria uma pessoa neutra. A curadoria deverá manter a Opel operando com um empréstimo-ponte de ? 1,5 bilhão (US$ 2,1 bilhões), ao mesmo tempo em que tentará encontrar um investidor para assumir a fatia de 65% na Opel.

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