coluna

Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

GM pretende fechar 13 fábricas até 2011 nos EUA

Acordo fechado com sindicalistas prevê a inclusão de quatro fábricas no plano de cortes

Nick Bunkley e Mary M. Chapman, O Estadao de S.Paulo

03 de outubro de 2007 | 00h00

A General Motors planeja fechar 13 fábricas, quatro a mais do que havia sido anunciado anteriormente, ao longo dos próximos quatro anos se os trabalhadores filiados à União dos Trabalhadores da Indústria Automotiva (UAW, na sigla em inglês) aprovarem um acordo que os líderes do sindicato dizem que salvará empregos.Uma fábrica de motores em Livonia, perto de Detroit, fecharia em 2010, segundo o acordo que membros da UAW começaram a revisar no fim de semana. Outras plantas ameaçadas são uma pequena fábrica de motores em Parma (Ohio), uma de metais em Indianápolis e uma de carrocerias em Flint (Michigan).Juntas, as quatro fábricas têm cerca de 2,5 mil empregados. Muitos trabalhadores poderiam se aposentar com benefícios integrais, segundo o acordo.Paul Holdinski, diretor da fábrica de Livonia, disse que a a fábrica já dá sinais de desgaste. Tem apenas 300 funcionários, contra 1,4 mil de vinte anos atrás. E o motor V-8 feito para os Cadillacs não é próprio para uma época de gasolina cara.''''Sabíamos que isso iria acontecer, mas ver por escrito foi amargo.'''' O fechamento de fábricas é o aspecto negativo do acordo aprovado pelos líderes do sindicato e que será levado à votação de todos os 73 mil funcionários da empresa no dia 10.ESTABILIDADEOs líderes do sindicato, no entanto, dizem que de maneira geral o acordo melhora a estabilidade de emprego dos trabalhadores. O acordo foi negociado depois de dois dias de uma greve nacional na GM.Pelo acordo, 3 mil trabalhadores temporários devem ser efetivados com todos os direitos. O acordo também prevê que a GM abra uma nova fábrica em Flint, para fazer cerca de 1,2 mil motores por dia. A nova fábrica será aberta em 2011 para substituir a atual fábrica da cidade, que já tem 102 anos.Os trabalhadores da fábrica local de carrocerias, no entanto, não têm previsão do que acontecerá no futuro. O acordo diz apenas que a GM irá ''''explorar oportunidades para trabalhadores com mais tempo de casa.'''' Na fábrica de Parma ocorre o mesmo. No texto, está escrito que ''''não há produtos alocados futuramente em Parma'''', onde 126 funcionários estarão trabalhando até 2010.A GM também não anunciou projetos para a planta de Indianápolis, que possui 850 funcionários.Todos estes fechamentos seriam somados aos nove já anunciados, entre eles os das fábricas de Oklahoma, Doraville e Massena.VENDASApesar de ter enfrentado as greves do fim do mês passado, a GM registrou aumento nas vendas em setembro, nos EUA. O crescimento foi de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado - cerca de 337 mil unidades.A produção na empresa foi reduzida na América do Norte para 1,02 milhões de veículos, 30 mil a menos que no ano passado, mas a queda se deve ''''em boa parte às medidas tomadas pelo sindicato UAW'''', informou a empresa.Enquanto isso, as vendas da Ford caíram 20,5% e as da Toyota baixaram 0,6%.A queda da Ford não é, no entanto, tão desfavorável quanto sua cifra parece indicar. A venda de 189.163 unidades a menos se deveu, principalmente, a uma venda menor para empresas de aluguel de caros, que já havia sido programada pela montadora.Já a Toyota alegou um esfriamento de mercado e efeitos sazonais.A Chrysler também anunciou ontem queda de 5% na sua venda de veículos, como a Ford, devido a menores vendas a locadoras.Em geral, as vendas de carros caíram. Uma das razões é o clima de incerteza provocada pela crise do mercado de hipotecas.As empresas americanas voltaram a ter mais da metade do mercado dos EUA, com 50,8% das vendas. As marcas asiáticas ficaram com 42,1% e as européias fecharam o mês com 7,1%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.