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GM quer 30% da Fiat em troca de operações na América Latina

Segundo NYT, negociação envolve também operações na Europa; mas Fiat estaria disposta a ceder menos de 10%

Marcílio Souza e Nathália Ferreira, da Agência Estado,

07 de maio de 2009 | 12h21

A General Motors quer uma fatia de 30% na Fiat em troca da transferência de suas operações na Europa e na América Latina para a montadora italiana, informou o New York Times, citando duas fontes próximas da negociação. Segundo elas, no entanto, a Fiat estaria disposta a ceder menos de 10% de participação para a GM.

 

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A Fiat propôs uma fusão com a unidade da GM na Alemanha, a Opel, e também está de olho no restante dos ativos da GM na Europa e na América Latina, disse o jornal em seu web site. Porta-vozes das duas companhias não comentaram se a GM estaria tentando uma fatia na Fiat, de acordo com o jornal. Também na última quarta, o italiano La Repubblica disse que a possível aliança entre a Fiat e as operações da GM poderia resultar em cortes de empregos em 14 fábricas da Europa, por causa de sobreposições.

 

Fontes do Wall Street Journal informaram que o executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, está oferecendo à GM uma participação em uma nova empresa negociada publicamente que a Fiat planeja criar por meio da separação de sua unidade automotiva do restante dos negócios. A Fiat planeja juntar a unidade automotiva, que eventualmente deterá a participação da Fiat na Chrysler, com as operações da GM na América Latina e na Europa, incluindo a unidade alemã Opel e a marca britânica Vauxhall.

 

A fusão faz parte do plano de Marchionne de criar um gigante automotivo com receita anual de cerca de 80 bilhões de euros que pode reformular a indústria automotiva global. Entretanto, Marchionne tenta criar essa aliança de três partes com poucos recursos financeiros. A Fiat, que possui 6,6 bilhões de euros em dívida líquida, recusou-se a injetar qualquer recurso na recém-formada aliança com a Chrysler, dando à montadora acesso às tecnologias de plataforma e motores da Fiat, em troca de uma participação de 20%.

 

Hoje, o governo italiano sinalizou que continuará ajudando a Fiat desde que a montadora preserve os empregos na Itália. "É crucial que o sistema de produção italiano permaneça sendo central em um projeto que será apoiado por incentivos públicos", disse o ministro da Indústria, Claudio Scajola, em carta direcionada a Marchionne e ao presidente do conselho da Fiat, Luca di Montezemolo.

 

Ainda há muitos obstáculos até que um acordo entre GM e Fiat seja alcançado, informaram as fontes do WSJ. O tamanho da potencial fatia da GM na nova empresa não foi definido, porque as duas montadoras continuam negociando sobre o valor das operações da GM na América Latina e na Europa.

 

A Fiat também conta com o apoio de governos europeus para ajudar a financiar as operações da nova empresa. Após reunir-se com Marchionne na segunda-feira, o governo alemão disse que uma fusão entre a unidade automotiva da Fiat e a Opel exige até 7 bilhões de euros em crédito de curto prazo apoiados por garantias do governo. As informações são da Dow Jones.

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