Stan Honda/AFP
Stan Honda/AFP

GM quer liderar mercado de veículos elétricos no Mercosul, diz executivo

Companhia tem como meta lançar 20 produtos elétricos no mundo nos próximos cinco anos

Reuters

09 de outubro de 2017 | 16h09

O presidente da General Motors para o Mercosul, Carlos Zarlenga, afirmou nesta segunda-feira, 9, que a montadora norte-americana quer liderar o mercado de veículos elétricos no bloco econômico nos próximos anos.

Falando durante Congresso Autodata Perspectivas 2018, o executivo afirmou que a GM tem como meta lançar 20 produtos elétricos no mundo nos próximos cinco anos.

“Se somos líderes no Mercosul (em vendas), temos que liderar em eletrificação”, disse o executivo. “Para liderarmos no Mercosul, vamos ter que trabalhar isso no Brasil também”, acrescentou Zarlenga, sem dar mais detalhes.

O executivo comentou que a venda de um veículo na região gera uma média de “US$ 25 mil a US$ 30 mil incluindo pós-venda, mas se você pensar nos ganhos que tecnologias como veículos autônomos poderão gerar isso sobe para 500 mil ao longo da vida útil do veículo”, disse Zarlenga.

O executivo comentou à Reuters que o mercado brasileiro deverá passar por uma “evolução muito rápida” nos próximos anos.

Ele acrescentou que a GM deve anunciar novos investimentos no Brasil em breve. A empresa já anunciou investimentos de R$ 4,5 bilhões entre este ano e 2020, dentro de um pacote de R$ 13 bilhões que vem sendo aplicado desde 2014.

“Não acabamos com anúncios de investimento e vamos ter mais um proximamente”, afirmou o executivo na apresentação durante o congresso.

Questionado pela Reuters sobre o foco da GM nos próximos investimentos, Zarlenga comentou que a montadora pretende ter lançamentos “em segmentos novos em que ainda não participamos”. Um exemplo é o utilitário esportivo Equinox, que teve vendas no país anunciadas pela montadora neste ano.

A categoria de SUVs foi uma das poucas a apresentar crescimento durante a crise do mercado nacional e tem continuado a atrair interesse, com novas entrantes no país, como a sul-coreana Ssangyong, que pretende voltar a exportar seus modelos de SUV e picapes para o Brasil a partir de 2018.

“Temos uma expectativa muito forte sobre a Equinox, segmento em que não estamos”, disse Zarlenga, que espera um crescimento do mercado brasileiro de veículos em 2018 de 7% a 16%, para algo entre 2,4 milhões e 2,6 milhões de unidades.

++ Serviço de assinatura de carro não traz vantagem para o bolso

Mais cedo, em apresentação gravada para o congresso, o presidente associação de montadoras do país (Anfavea), Antonio Megale, afirmou que a entidade prevê que as vendas de veículos no país cresçam dois dígitos no próximo ano, ante uma expansão projetada para 2017 de 7,3%.

Tudo o que sabemos sobre:
GM [General Motors]

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.