GM receberá a maior parte do pacote de ajuda às montadoras

Montadora receberá US$ 9,4 bilhões em dezembro e em janeiro e US$ 4 bilhões em fevereiro

Agências internacionais,

19 de dezembro de 2008 | 13h22

A maior parte do pacote de ajuda às montadoras anunciado pelo governo dos EUA nesta sexta-feira, 19, foi direcionada para a General Motors, disse o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Joel Kaplan. Veja também:Casa Branca dará US$ 17,4 bi do pacote anticrise a montadorasEntenda a crise enfrentada pelas montadoras dos EUA De acordo com o plano, a General Motors receberá US$ 9,4 bilhões em dezembro e em janeiro e US$ 4 bilhões em fevereiro. Os recursos que devem liberados em fevereiro para a GM dependerão da aprovação do Congresso da segunda tranche de US$ 350 bilhões do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp). A GM afirmou em comunicado que o plano de socorro ajudará a empresa a preservar muitos empregos e a completar seu plano de reestruturação de longo prazo. No comunicado, a GM acrescentou que o plano do governo irá "dar suporte para a continuação das operações da GM e de muitos fornecedores, revendedores e pequenos negócios que dependem de nós".  "Nós sabemos que temos muito trabalho à nossa frente para cumprir o nosso plano. É nossa intenção continuar sendo transparente, conforme executamos o plano, e fornecer atualizações regulares sobre nosso progresso", declarou a GM na nota. Já a Chrysler irá receber US$ 4 bilhões do governo este mês e no mês seguinte, afirmou Kaplan. Os empréstimos terão vencimento em três anos e sua devolução exigida se as companhias não comprovarem que são viáveis até 31 de março. O presidente-executivo da Chrysler, Bob Nardelli, disse em um comunicado que a injeção de capital ajudará a companhia a superar a crise de liquidez. "Foi assinada uma carta de intenções que define condições específicas que devem ser alcançadas, e a Chrysler está comprometida a cumprir estes requisitos", acrescentou Nardelli no comunicado.  Ford A Ford Motor elogiou a ação do governo americano à General Motors e à Chrysler e reiterou que não enfrenta um problema de liquidez de curto prazo. A montadora pede ao governo acesso a uma linha de crédito de US$ 9 bilhões em empréstimo-ponte, que serviria como um apoio para o caso de piora das condições. Mas, segundo o presidente-executivo da Ford, Alan Mulally, a montadora espera concluir seu plano de transformação sem precisar acessar esses recursos. A Ford enviou recentemente ao Congresso um plano de negócios abrangente, em que detalha as medidas da empresa para retornar à lucratividade até 2011. No plano, a Ford explica que a transformação de seus negócios nos EUA se dará por meio de ações agressivas de reestruturação e a introdução de veículos de alta qualidade, segurança e eficientes em uso de combustível.

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