GM tem apoio de parte dos credores para novo plano, diz 'WSJ'

Grupo de credores Comitê Ad Hoc dos Detentores de Bônus afirmou em comunicado que apoia oferta revisada

AE-DJ,

28 de maio de 2009 | 19h11

A General Motors recebeu apoio de importantes credores para um plano de reestruturação que pode dar ao governo dos Estados Unidos uma fatia de 72,5% na "Nova GM" e levar ao perdão de dezenas de bilhões em empréstimos federais, como informa o Wall Street Journal. Um grupo de credores chamado Comitê Ad Hoc dos Detentores de Bônus da GM, que representa investidores institucionais, afirmou em um comunicado que apoia a oferta revisada.

 

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A nova proposta, delineada em um documento entregue à Securities and Exchange Comission (SEC, a CVM norte-americana), determinou a tarde de sábado como prazo final para que os detentores de bônus não segurados aceitem uma oferta de troca de dívida que foi melhorada com garantias de ações e apoio federal adicional. Espera-se que a GM entre com pedido de concordata na segunda-feira.

 

Sob a proposta, o Departamento do Tesouro dos EUA emprestaria à GM ao menos US$ 50 bilhões para dar fundos para a companhia durante um processo de concordata e financiar a entidade que emergir do Capítulo 11 da Lei de Falência dos EUA. O governo seria pago de volta por meio de ações na Nova GM.

 

Os detentores de bônus não segurados - que rejeitaram uma oferta para trocar até US$ 27,2 bilhões em dívida por 10% de participação na nova empresa - receberiam aquele volume de ações mais os direitos para comprar ações adicionais por meio de dois conjuntos de garantias de tamanho igual. Se todas as garantias forem exercidas, os credores acabariam com pouco mais de 20% da Nova GM.

 

No entanto, apesar do apoio dos credores institucionais, um outro grupo, chamado Detentores de Bônus Main Street, que representa credores individuais com cerca de 20% da dívida da companhia, disse que a nova proposta não parece ser muito melhor.

 

O novo plano da GM prevê que o sindicato United Auto Workers (UAW) receberia 17,5% de participação na GM para financiar um fundo para plano de saúde dos aposentados. O governo do Canadá e a província de Ontário também deverão receber fatias na nova empresa.

 

Além disso, o plano do governo dos EUA prevê o pagamento completo para os credores segurados da GM, incluindo o Citigroup e o JPMorgan Chase, aos quais a GM deve cerca de US$ 6 bilhões. Isso removeria um potencial obstáculo para uma reorganização por meio de concordata da GM.

 

Os funcionários da GM estão votando hoje sobre emendas contratuais, que também são uma exigência do Tesouro dos EUA - junto com o apoio dos credores e o plano de viabilidade ampliado - para garantir ajuda financeira extra do governo.

 

Enquanto isso, o governo da Alemanha adiou para amanhã uma decisão sobre dar ou não suporte a uma compra parcial das operações da GM na Europa. As informações são da Dow Jones.

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