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GM ultrapassa a Toyota e volta a ser a maior do mundo

Montadora japonesa esteve no topo do mercado mundial de veículos no primeiro semestre

Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

23 de outubro de 2007 | 00h00

A Toyota perdeu a liderança mundial de vendas de veículos para a gigante americana General Motors no acumulado de janeiro a setembro, apesar de registrar crescimento de vendas de mais de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. A montadora japonesa comercializou 7,05 milhões de veículos, número levemente inferior ao obtido pela GM, de 7,06 milhões de unidades.De janeiro a setembro, as vendas da GM cresceram 2,4%. A fabricante americana retomou assim o primeiro lugar na venda de carros no mundo, depois que a Toyota fez história entre janeiro e junho ao desbancá-la como líder do setor, posição que ocupava havia 76 anos.O grupo japonês vendeu entre janeiro e junho 4,71 milhões de unidades, à frente dos 4,67 milhões da GM. Apesar dos resultados acumulados, alguns observadores do mercado internacional ainda apontam para uma liderança da Toyota, já que a GM só está à frente se incluídos os carros de uma fábrica chinesa na qual ela tem participação minoritária, a Saic Motors.A conta da Toyota inclui as unidades de carros compactos Daihatsu e da fabricante de caminhões Hino, nas quais possui mais de 50% de participação.A Toyota é a maior montadora do mundo em valor de mercado (US$ 190 bilhões, nove vezes o valor da GM). A empresa está a caminho de novo lucro recorde, impulsionado pelo aumento de vendas na Europa, China e mercados emergentes. No Brasil, porém, a marca registra desempenho abaixo do mercado. Vendeu de janeiro a setembro 51,4 mil veículos, 6% a mais que em igual período de 2006, enquanto o mercado total cresceu 27,4%. Com 3,1% de participação nas vendas internas, a Toyota perdeu pontos no País e está na sétima posição no ranking, atrás das quatro grandes (Fiat, Volkswagen, GM e Ford), além de Honda e Peugeot.Executivos da Toyota planejam ter nova fábrica no Brasil para produzir um modelo mais barato que o Corolla, que custa a partir de R$ 56 mil, mas a matriz japonesa vem adiando o anúncio do investimento. O último prazo citado para confirmar o projeto é 2008. Até lá, representantes da montadora visitam vários Estados para escolher o local da fábrica. A cidade de Indaiatuba (SP), onde está a atual fábrica, foi descartada pela direção da Toyota no País. AÇÃO DE GRAÇASNa semana passada, a GM divulgou que suas vendas globais cresceram 4%, para o recorde de 2,38 milhões de veículos no terceiro trimestre, apesar da queda de 6% nas vendas na América do Norte.A maior montadora dos EUA perdeu US$ 12 bilhões nos últimos dois anos e está em meio a uma reestruturação que inclui corte de 34 mil funcionários e fechamento de 13 fábricas na América do Norte.A GM planeja demitir mil funcionários depois do dia de Ação de Graças, em 29 de novembro, na fábrica de Lansing, Michigan, que produz modelos Buick Enclave, Saturn Outlook e GMC Acádia. Metade do pessoal deve ser de trabalhadores em tempo integral e metade de funcionários temporários trazidos de fora no mês passado, quando a companhia criou um terceiro turno. "As demissões não são reflexo das vendas dos produtos", disse o porta-voz da GM, Tom Wickham, acrescentando que a companhia não quer ter de recorrer a incentivos para vender sua linha de veículos fora-de-estrada populares. "Tínhamos claro que o terceiro turno seria apenas temporário quando o criamos", afirmou. NÚMEROS7,06 milhões de veículos foram vendidos pela General Motors no período de janeiro a setembro7,05 milhões foi a quantidade de veículos vendidos pela Toyota no períodoUS$ 190 bilhões é o valor de mercado da companhia japonesa34 mil é o número de demissões previstas na General Motors

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