GM vai parar toda a produção de 4 fábricas

Montadora dará férias coletivas a todos os funcionários da produção das suas unidades no Brasil em julho 

Gabriela Lara e Cleide Silva, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2014 | 21h04

SÃO PAULO - A General Motors vai suspender a produção de veículos e de autopeças nas quatro fábricas do grupo no País em julho e dará férias coletivas a todos os funcionários da área de produção. Antes, as paradas estavam previstas para este mês (a partir de hoje) e não incluíam todos os turnos.

Assim como as demais montadoras que estão adotando medidas para cortar a produção desde fevereiro, a GM alega necessidade de ajustes à atual demanda do mercado.

A empresa também abriu recentemente um programa de demissão voluntária (PDV) para as fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, ambas em São Paulo, mas não revelou meta a ser atingida.

Na nova programação, as férias na fábrica de São Caetano - que produz os modelos Cobalt, Cruze, Montana e Spin - , começam no dia 7 de julho e se estendem por 18 dias. Antes teria a mesma duração, mas começaria hoje e envolveria apenas o terceiro turno. 

Na unidade de São José dos Campos, a parada já incluía todos os setores e duraria entre 12 e 18 dias, prazo agora unificado em 15 dias. O complexo produz componentes, kits para exportação (CKDs) e os modelos S10 e Trailblazer.

A fábrica de Mogi das Cruzes (SP), que faz apenas componentes, seguirá a mesma agenda de parada de São José. 

No complexo de Gravataí (RS), onde são feitos Celta, Onix e Prisma, foi mantida a parada de um mês para o pessoal do terceiro turno (de 16 de junho a 17 de julho), enquanto os trabalhadores do primeiro e do segundo turno ficarão em casa de 7 a 16 de julho.

Além dessas paradas, hoje e nos dias 17 e 23 deste mês, todos os 21,5 mil funcionários do grupo no País, incluindo o pessoal administrativo, terão folgas em razão dos jogos da Seleção Brasileira na Copa.

Empregos. As vendas de veículos novos nos cinco meses deste ano caíram 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,399 milhão de unidades. A produção teve queda de 13,3% no período, para 1,351 milhão de veículos.

Somente neste ano as montadoras demitiram 4,7 mil trabalhadores, muitos deles por meio de PDVs, segundo informa a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Além da GM, estão com programas de demissão voluntária abertos a Ford para a fábrica de motores de Taubaté (SP) - que também não divulgou meta - e a Mercedes-Benz.

A fabricante de caminhões e ônibus quer cortar 2 mil vagas na unidade de São Bernardo, alegando excesso de pessoal. Além da queda no mercado interno, a Mercedes é uma das empresas que exporta grande parte de sua produção para a Argentina, país que reduziu as importações neste ano, também em razão de uma crise interna.

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