GM: Vectra pode ter defeito em cinto

O engenheiro mineiro Max Antônio Damázio deve entrar, na segunda-feira, no Forum de Belo Horizonte, com ação preparatória de pedido de indenização contra a General Motors no Brasil. A ação deve-se a uma suposta falha do cinto segurança do banco traseiro de um veículo Vectra com o qual ele sofreu um acidente no ano passado. O anúncio da ação coincide com o momento em que a GM faz um recall nacional para reforçar o sistema de fixação de cintos de segurança de parte de seus carros produzidos entre 1994 e 1999, de toda a família Corsa. Em abril de 1999, Damázio dirigia o Vectra GLS 95/95, levando a mulher Luciana Damázio e os dois filhos, de 11 e oito anos, em viagem de retorno de Porto Seguro (BA) para Timóteo (MG), onde mora. Chovia e o carro bateu violentamente em um caminhão. Damázio e os filhos ficaram levemente feridos. Luciana que estava no banco traseiro, teve o cinto de segurança partido e foi arremessada para a frente. Ela sofreu fratura em uma vértebra da coluna e, segundo Max, "correu risco de não mais recuperar os movimentos das pernas", o que acabou não acontecendo.O engenheiro disse que entrou em contato com a GM, em São Paulo, inúmeras vezes para comunicar o fato e mandou cartas para diversos jornais, até que a empresa respondeu, por meio da imprensa, que o problema havia sido o mal afivelamento do equipamento. Diante das notícias sobre o recall do Corsa, da mesma montadora, Damázio decidiu entrar na Justiça. O Estado tentou contato com o Departamento de Relações Públicas e Imprensa da GM, mas não recebeu retorno das ligações.

Agencia Estado,

20 de outubro de 2000 | 20h14

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.