finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

GM vende fatia de 3% na japonesa Suzuki por US$ 230 mi

Montadora também busca recursos junto ao governo alemão para garantir sua subsidiária Opel

Marcílio Souza e Cynthia Decloedt da Agência Estado,

17 de novembro de 2008 | 18h17

A montadora norte-americana General Motors vendeu a fatia de 3% que possuía na japonesa Suzuki Motor, por cerca de US$ 230 milhões. A GM disse que a decisão "baseia-se num acordo mútuo", enquanto a japonesa afirmou que estava ciente da necessidade da GM de garantir recursos enquanto enfrenta queda de vendas e aumentos de custos operacionais nos principais mercados em que atua.   A GM informou que vendeu as ações da Suzuki ao preço de 1.363 ienes cada uma, 5% inferior à média móvel em 25 dias do papel e menos da metade do pico atingido neste ano.   "Nós valorizamos muito nossa relação estratégica com a Suzuki. Essa decisão não tem impacto em nossas atuais relações bilaterais", disse o executivo-chefe da GM, Rick Wagoner. As duas montadoras trabalham juntas no desenvolvimento de bicombustíveis e em novas tecnologias. A GM detinha uma participação na Suzuki desde 1981.   A medida também vem após semanas de especulações no Japão de que a Ford Motor estaria estudando reduzir sua fatia de 33,4% na Mazda Motor, avaliada em US$ 800 milhões, com o objetivo de melhorar sua situação financeira. Mas a Ford e a Mazda negaram os rumores. As informações são da Dow Jones.   Ajuda na Alemanha   A General Motors Europe confirmou que irá reunir-se com o governo alemão para discutir uma possível ajuda para sua subsidiária Opel, que opera na Alemanha. A General Motors norte-americana está pedindo que os governos garantam os empréstimos bancários para as unidades da empresa fora dos Estados Unidos, de modo que possam manter abertas linhas de crédito vitais para suas operações.   Um porta-voz da GM Europe, Nelson Silveira, disse que a companhia está aberta para discussões com outros governos. "Entretanto, nesse momento, não temos informações específicas para partilhar sobre progressos relacionadas a tais conversações", acrescentou.   O ministro das Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck, disse hoje ser contrário a uma ajuda generalizada às montadoras alemãs. Qualquer decisão de ajuda às montadoras no país "será discutida individualmente" e não deve ser entendida como um precedente, afirmou o ministro em entrevista a uma rádio alemã.   Os comentários foram feitos antes do encontro do governo com executivos da Opel e da GM Europe. A primeira-ministra, Angela Merkel, irá participar do encontro e no sábado disse que "o governo federal, o ministro da Economia e o ministro das Finanças assumirão o controle deste problema". Nest terça-feira, 18, Steinbrueck e o ministro da Economia, Michael Glos, irão reunir-se com autoridades dos quatro Estados onde a Opep tem fábricas para discutir uma possível ajuda. A Opel, que emprega cerca de 25 mil pessoas na Alemanha, informou sexta-feira ter requisitado ao governo federal e aos governos estaduais garantias de crédito para assegurar seus financiamentos. A Opel tem fábricas em Bochum, Eisenach, Kaiserslautern e Ruesselsheim. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
criseGMmontadora

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.