Godoy: queda do câmbio e juros não afeta metas do Tesouro

O secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, afirmou nesta terça-feira, 13, que o ritmo de queda da taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 13% ao ano), e o movimento na taxa de câmbio não devem afetar as metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF) da instituição. "Nesse momento, o PAF está absolutamente consistente com a atual taxa de câmbio e de juros. Não há nada fora do padrão", disse Godoy, lembrando que as bandas inferiores e superiores das metas para a dívida pública poderão ser utilizadas de acordo com a variação dos indicadores macroeconômicos. Godoy ainda sustentou que neste ano o Tesouro poderá atingir uma relação dívida líquida sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de 50% e que o governo continua trabalhando com a meta de redução para 40% nos próximos quatro anos. O secretário do Tesouro ainda negou que exista no governo federal qualquer discussão oficial sobre a necessidade de controle de fluxos de capitais para conter a queda da taxa de câmbio. "Eu desconheço qualquer proposição objetivo nesse sentido. O que nós temos para mostrar é o nosso histórico, que é o de apresentar resultados fiscais sólidos e a estabilidade monetária, que não deixa nenhuma dúvida sobre os objetivos do governo", concluiu.InvestimentoSegundo Godoy, o Tesouro dará continuidade este ano ao esforço para atrair investidores estrangeiros ao mercado brasileiro. Ele salientou que iniciativas como esta "são necessárias para o desenvolvimento sólido da economia brasileira... e permitem precificar melhor o custo da dívida, com prazos mais adequados". "Os fundamentos sólidos da economia brasileira, o resultado primário do setor público e a estabilidade monetária que vêm refletindo nos indicadores de vulnerabilidade permitem a investidores estrangeiros apostarem no mercado brasileiro", disse o secretário. No final do ano passado, o Brasil ultrapassou a marca de US$ 100 bilhões em investimento externo em portfólio de Brasil. O diretor de Política Monetária do BC, Rodrigo Azevedo, citou que "o aprofundamento do mercado de capitais é uma importante alavanca do crescimento do país". Ele destacou que o país agora caminha rumo ao grau de investimento. Godoy concedeu nesta terça palestra em evento do Brazil Excellence in Securities Transactions (Best), promovido pela Bovespa, CBLC, BM&F e Anbid.com ReutersMatéria alterada às 13h46 para acréscimo de informações

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