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Gol diz que Varig volta ao lucro em 2008

Último resultado positivo da empresa foi registrado em 1997

Alberto Komatsu, O Estadao de S.Paulo

31 de outubro de 2007 | 00h00

A Gol, nova dona da Varig, acredita que sua controlada passe a apresentar lucro a partir do terceiro trimestre de 2008, disse ontem o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior. O último resultado positivo apresentado pela Varig - vendida para a Gol em abril por US$ 320 milhões - foi registrado em 1997. Naquela época, o ganho da empresa foi de R$ 27,8 milhões, segundo a empresa de informações financeiras Economática. A marca Varig permanece com a Gol, mas a empresa que herdou as dívidas e tem ações em bolsa continua em recuperação judicial e mudou o nome para Flex.O presidente da Gol fez a estimativa em Londres, para onde a Varig voltou a voar desde segunda-feira. Lá, Constantino Junior disse que duas possibilidades estão em aberto para o futuro da Gol: reafirmou que pode fechar o capital da companhia e admitiu a hipótese de a Gol ser adquirida por um fundo de participação em empresas (private equity).''''Estamos considerando todas as possibilidades, discussões estão acontecendo. Podemos tomar uma decisão em breve'''', acrescentou o presidente da Gol. De acordo com ele, a companhia estava confiante de que expandiria os negócios, salientando que a Varig ainda é uma marca de valor no Brasil.A Varig, segundo o executivo, deve retomar sua operação para os Estados Unidos a partir do ano que vem, com vôos para Miami e Nova York. Negocia também, com outras companhias aéreas, acordos para ampliar sua rede de destinos, embora seja cedo para se juntar a uma aliança internacional, acrescentou Constantino Junior. A Varig fazia parte da Star Alliance, pool de companhias internacionais, de onde saiu por causa de seus problemas financeiros.A empresa está usando aviões da Boeing, modelo 767-300, para vôos no mercado internacional, mas negociações preliminares já estão sendo realizadas com a Airbus, que a partir de 2015 deve começar a vender seu novo modelo em desenvolvimento, o A350. Outra alternativa, para a Varig, é a nova aeronave 787 Dreamliner, que também está em fase de final de desenvolvimento.DEBÊNTURESO juiz Luiz Roberto Ayoub, responsável pela recuperação judicial da Varig antiga (Flex), tenta marcar uma assembléia de credores da empresa até o final deste ano para dar andamento à amortização de dívidas da empresa. A idéia é votar uma antecipação do resgate de papéis de dívida (debêntures) que a nova Varig (VRG), a parte comprada pela Gol, está disposta a fazer.A emissão poderia ser feita em 10 anos, no valor de R$ 100 milhões, mas a VRG propõe R$ 88 milhões para fazer a antecipação. O problema é que há uma diferença nos valores dos créditos dos trabalhadores que foram listados e que estão sendo contestados. Por isso, o débito terá de ser recalculado, o que põe em risco a realização da assembléia ainda este ano.''''Vou tentar marcar a assembléia até o final deste ano, mas não sei se consigo'''', afirmou Ayoub. A Varig antiga continua em recuperação judicial com uma dívida de cerca de R$ 7 bilhões. Com a marca Flex, a empresa pretende fazer seu vôo inaugural em dezembro, com um Boeing 737-300. A idéia é iniciar com vôos fretados ou com a rota Rio-Salvador-Recife. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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