Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Gol e Latam entram na disputa pela Avianca Brasil

As duas empresas vão disputar com a Azul os ativos do grupo em recuperação judicial

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2019 | 10h37
Atualizado 03 de abril de 2019 | 14h20

SÃO PAULO - As companhias aéreas Gol e Latam entraram na disputa pela Avianca Brasil, que está em recuperação judicial desde dezembro e pretende vender seus ativos em um leilão no dia 18. Até agora, a Azul era a única que havia mostrado interesse no negócio e adiantado US$ 40 milhões por ele.

Tanto a Latam como a Gol se comprometeram com a gestora americana Elliott, a maior credora da Avianca, com cerca de 75% da dívida, a apresentarem um lance mínimo de US$ 70 milhões por pelo menos uma das UPIs (Unidade Produtiva de Negócio) da Avianca. O plano de recuperação da companhia aérea prevê a criação de UPIs com os aviões e as autorizações de pousos e decolagens, deixando de fora as dívidas.

A Elliott apresentará um plano de recuperação judicial revisado para a companhia aérea. Como consta no comunicado da Gol, esse plano revisado prevê a constituição de sete UPIs a serem leiloadas, das quais seis deverão conter os direitos de uso dos horários de pouso e decolagem de voos atualmente detidos nos aeroportos de Congonhas, Santos Dumont e Guarulhos. Além disso, uma UPI deverá deter os ativos relacionados ao programa de milhagem Amigo. No leilão das UPIs, segundo o acordo, será permitida a oferta por qualquer interessado.

Antes, o modelo proposto por Avianca e Azul era a criação de uma única UPI. A avalização é de que o desmembramento da companhia aérea em várias unidades deve tornar mais fácil uma aprovação do negócio no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pois não deve resultar em uma grande concentração de mercado.

Latam e Gol  informaram que foram procuradas pela Elliott para negociar. "A negociação foi toda feita com a Elliott", destacou o presidente da Latam, Jerome Cadier.

O executivo destacou que o mais importante para que a operação seja concluída é a velocidade. "A cada dia que passa, a Avianca precisa de mais capital de giro para continuar operando."

A Latam também se comprometeu a adiantar pelo menos US$ 13 milhões para a Avianca continuar funcionando até a concretização do leilão. A Gol ofereceu US$ 35 milhões. / Colaboraram Fabiana Holtz e Luana Pavani

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