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Gol e Passaredo estudam acordo para transferência de pilotos

Empresas têm um acordo comercial desde 2010, que permite ao cliente comprar passagens da Passaredo no site da Gol

MARINA GAZZONI, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2012 | 03h07

A Gol e a Passaredo fizeram estudos para criar um programa de transferência de pilotos entre as duas companhias. A Passaredo é a segunda maior companhia de aviação regional do País e parceira comercial da Gol.

Em comunicado enviado aos pilotos, obtido pelo Estado, a Passaredo informou que "foi assinado um acordo de plano de carreira para pilotos com a Gol, proporcionando possibilidades de transferências entre as duas empresas visando ganho de experiência e adequação a eventuais necessidades".

O vice-presidente técnico da Passaredo, Jorge Vianna, confirmou que há um programa em estudo, mas disse que ele ainda não entrou em vigor e não há um prazo para isso ocorrer. Segundo ele, o acordo faz parte de um processo de padronização de operações da Passaredo para tornar a parceria comercial com a Gol "o mais forte possível".

"O caminho natural do piloto de aviação regional é seguir para empresas maiores. É natural perdemos pilotos para companhias concorrentes. É melhor, então, que eles sigam para uma empresa parceira. Temos um contrato de oito anos com a Gol", disse Vianna.

O acordo entre a Gol e a Passaredo foi firmado em dezembro de 2010 e permite ao cliente comprar passagens da Passaredo no site da Gol. "A ideia é padronizar a operação o máximo possível, para o cliente não sentir tanta diferença em voar de Gol ou Passaredo", disse Vianna.

Há cerca de quatro meses, circulam rumores no mercado de que a Gol estaria negociando a aquisição da Passaredo. Vianna diz "desconhecer" qualquer tipo de negociação.

Em comunicado enviado à reportagem, a Gol se limitou a dizer que "possui apenas acordo interline com a companhia aérea Passaredo, firmado em dezembro de 2010".

O Sindicato Nacional dos Aeronautas disse que recebeu a informação de pilotos da possibilidade de parceria entre Gol e Passaredo em janeiro deste ano. "Se isso se confirmar, vamos nos posicionar contrários. O setor tem más experiências de quando equipes de diferentes companhias se misturam", disse Gerson Fochesatto, presidente do sindicato.

Corte de pilotos. Neste momento, a Gol possui excesso de pilotos. A empresa abriu em março um programa de licenças não remuneradas para 220 pilotos e comissários. Com um plano de expansão de frota mais conservador, a empresa está com excesso de mão de obra técnica e procura encontrar uma solução para evitar demissões. Em reunião ontem com o sindicato, a Gol não informou qual foi a adesão do programa, mas disse que não atingiu a meta.

A Passaredo pretende expandir sua frota neste ano e deve contratar novos pilotos assim que os novos aviões chegarem, disse o vice-presidente da empresa. Segundo ele, ainda não está definido quantos aviões serão entregues neste ano nem quantos pilotos serão necessários.

Vianna disse ainda que a Passaredo não conversou com a Gol sobre a transferência de pilotos que aderissem ao programa de licença não remunerada para companhia. A transferência de pilotos de uma empresa maior para outra menor não é usual, mas seria vantajoso para a Passaredo. "Eu estou contratando. Se eu tiver a possibilidade de pegar um profissional já preparado, melhor", disse Vianna. A Passaredo voa para 26 destinos com 14 aeronaves Embraer 145.

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