Gol nega que tenha havido vazamento de informação

O presidente da Gol, Constantino Oliveira Júnior, afirmou nesta quinta-feira, 29, que está tranqüilo em relação aos questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a respeito de um suposto vazamento de informação sobre a compra da nova Varig. "Estamos abertos para prestar esclarecimentos e colaborar com a investigação", declarou.Constantino Jr. lembrou que a mídia vinha explorando o assunto há algum tempo, mas negou que tenha ocorrido vazamento sobre a efetivação do negócio.Em entrevista coletiva, o executivo disse ainda que a Gol pretende dobrar a atual frota da nova Varig e, por conta disso, deverá também quase dobrar o quadro de funcionários da companhia. Segundo ele, a empresa dará preferência à contratação de ex-funcionários da Varig.O presidente da Gol afirmou que a companhia ainda não dimensionou as sinergias que serão possíveis com a nova Varig. Da mesma forma, o plano de investimentos na empresa também não está definido, mas ele garantiu que a Gol tem condições financeiras de realizar os aportes necessários. O executivo afirmou ainda que a Gol continuará com sua política de baixas tarifas, com objetivo de atender a passageiros mais sensíveis a preço, enquanto a Varig vai operar com vôos diretos no mercado nacional e com serviço diferenciado. O presidente da Gol disse também que a empresa está estudando participar de uma das alianças internacionais de companhias aéreas. "Considerar alianças nos vôos internacionais é quase imprescindível. Mas ainda não temos definição de um modelo."Constantino Jr. lembrou ainda que a compra da Varig será submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Na sua avaliação, a transação não afetará a competição no mercado interno. "Gol e Varig atuarão em nichos diferentes. A Varig terá um serviço diferenciado. Cada companhia terá independência para buscar a satisfação dos seus clientes."

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