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Gol operará três novos destinos na América Latina até julho de 2016, incluindo Cuba

Companhia área afirma que a desaceleração econômica brasileira atual tem efeito negativo na demanda por voos, em especial no segmento corporativo; apesar do recuo, empresa continuará ampliando rotas

Suzana Inhesta, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 19h25

O diretor-presidente da Gol, Paulo Kakinoff, reiterou que a desaceleração econômica brasileira atual tem efeito negativo na demanda por voos da companhia, em especial no segmento corporativo. Mesmo com a demanda em recuo, a empresa continuará ampliando suas rotas. A intenção é operar três novos destinos na América Latina até julho de 2016, incluindo Cuba.

Kakinoff informou que até o final do ano, a Gol realizará o primeiro voo direto para Cuba, do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). "Já solicitamos pedido para operarmos o voo para as autoridades dos dois países e estamos no aguardo. Até julho do ano que vem, serão três destinos novos para a América Latina, contando Cuba", explicou. Em 14 de abril, no Diário Oficial da União (DOU), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou portaria sobre a alocação de três frequências semanais da VRG Linhas Aéreas, subsidiária da Gol, entre Brasil e Cuba.

"Já apresentamos às autoridades uma lista de até 29 destinos que poderíamos operar caso houvesse pequenos investimentos nesses aeroportos para suportar nossos equipamentos", afirmou após a cerimônia de entrega da 100ª aeronave direto da fábrica da Boeing, no Centro de Manutenção em Confins.

O executivo reforçou que, mesmo com uma queda de demanda e aumento de custos operacionais, seguirá praticando tarifas baixas, não saindo de seu perfil "low cost, low fair". Entretanto, não deu mais detalhes por estar em período de silêncio. A Gol anuncia os resultados do segundo trimestre e do primeiro semestre no próximo dia 13, após o fechamento dos mercados.

Nova logomarca. Nesta quarta-feira, a Gol recebeu a 100ª aeronave de última geração direto da fábrica da Boeing (737-800), em evento que reuniu autoridades políticas nacionais e mineiras, além de analistas, investidores, funcionários, e aproveitou para anunciar novos serviços e logomarca. Kakinoff não quis falar sobre valores de investimentos, devido ao período de silêncio, mas disse que os recursos vieram dos ganhos de eficiência obtidos nos últimos anos.

A aeronave já recebeu a nova pintura e realizou seu primeiro voo nesta quarta-feira, às 15h50, saindo de Confins para Congonhas (SP). Seus demais aviões, 140 no total que foram adquiridos por leasing, serão pintados totalmente até quatro anos, assim como os materiais de marketing e divulgação. "De três a seis meses, materiais como guardanapos e folders já estarão com a nova logomarca. Em dois anos teremos metade da frota pintada e, em quatro, toda ela. As novas aeronaves que compraremos já virão com a nova pintura", informou.

Segundo ele, a Gol tem pedidos firmes de aeronaves com a Boeing até 2023, sendo 10 equipamentos, em média, por ano. Ainda neste ano recebe mais duas aeronaves de nova geração e até 2018, quando chega o primeiro 737 Max, serão entre 10 e 15 equipamentos da nova geração. "A substituição das de nova geração para o Max dependerá da demanda de mercado", ressaltou Kakinoff.

Ainda nesta quarta-feira, a Gol anunciou que a semana que vem distribuirá gratuitamente, em todos os voos, snacks orgânicos. Em janeiro de 2016, terá aeronaves com assentos em couro ecológico e com mais serviços de entretenimento a bordo, como conexão wifi, conteúdo de cinema, TV ao vivo. Os serviços de conectividade serão em parceria com a Gogo e o operador de TV ao vivo e a cabo ainda está em negociação.

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