Gol paga caro por expansão da Varig

A expansão internacional da Varig tem custado para a Gol, que comprou a empresa no final de março, mais do que o grupo imaginava. Em meio ao processo para a retomada das rotas abandonadas no auge da crise financeira da Varig, a Gol vem descobrindo dívidas milionárias da companhia em aeroportos internacionais. Em Paris, são US$ 5,5 milhões. Em Londres, mais US$ 12 milhões. Outro problema grave é um passivo trabalhista na Argentina, de US$ 400 mil, que tem sido o ponto de discórdia com os 100 trabalhadores locais, sindicatos, ministério do Trabalho e autoridades aeronáuticas daquele país. No domingo, a Varig completou um mês sem voar para Buenos Aires."A dívida que está lá (na Argentina) é da Varig antiga (que permanece em recuperação judicial). Os funcionários terão de se habilitar para receber pelo plano de recuperação", diz o gestor judicial da Varig antiga, Miguel Dau. Segundo ele, a nova Varig, parte que foi comprada pela Gol, não pode assumir esse passivo para não abrir um precedente judicial, já que no Brasil a empresa não teve sucessão de dívidas trabalhistas.O processo de transição da nova para a antiga Varig na Argentina também resultou em empecilhos burocráticos para a operação da empresa, já que a autorização de funcionamento ainda está no nome da Varig antiga. Segundo uma fonte que acompanha as negociações, todos os funcionários da Varig, em Buenos Aires, terão de ser demitidos para poderem ser recontratados pela nova Varig. As demissões deverão começar nos próximos 30 dias. E é esse processo que preocupa sindicalistas argentinos , já que existe o temor de que nem todos sejam aproveitados. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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