Gol pode ampliar oferta de vôos por causa da Varig

O vice-presidente de Finanças da Gol, Richard Lark, disse nesta sexta-feira que a empresa terá apenas um papel indireto na busca de uma solução para a crise financeira da Varig. O executivo descartou a possibilidade de assumir passivos da companhia aérea. No entanto, admitiu que a Gol poderá absorver mão-de-obra e ampliar a oferta de vôos para preencher parte do espaço a ser deixado pela companhia aérea. "Se houver um caso igual ao da Vasp e Transbrasil, com uma situação de falta de capacidade no mercado, temos condições para transportar os passageiros", avaliou, durante uma reunião com analistas promovida pela Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Abamec-Rio). Segundo ele, a empresa poderá inclusive se interessar pelas aeronaves da Varig, caso elas sejam retomadas pelas companhias de leasing e oferecidas ao mercado. Assim como a Varig, a Gol também opera aviões da Boeing. Já a TAM trabalha com aeronaves fabricadas pela Airbus. O vice-presidente acredita ser mais interessante para as empresas de leasing deixar os aviões no Brasil, devido aos custos. Durante a reunião, Lark descartou a hipótese de a Varig oferecer promoções agressivas para reduzir sua capacidade ociosa. "Ela é uma empresa sem caixa entrando no trimestre mais fraco do ano", ponderou. Além disso, a Varig é obrigada a diminuir sua capacidade em função da falta de caixa para manutenção das aeronaves.

Agencia Estado,

28 Abril 2006 | 12h36

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