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Gol prevê ano difícil enquanto TAM mantém investimento

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou hoje que 2009 será um ano difícil para a companhia. Segundo o executivo, será difícil fechar as contas, uma vez que a programação de investimentos de encomendas de aviões é feita com antecedência e dificilmente podem ser canceladas por conta da mudança de cenário da economia.

BETH MOREIRA, Agencia Estado

17 de março de 2009 | 15h55

Segundo o executivo, que participou hoje do Fórum Panrotas - Tendências do Turismo 2009, a previsão inicial da empresa era de crescimento de 6% na demanda doméstica em 2009. Ele ressalta, no entanto, que a previsão foi feita em um momento que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro era muito maior do que a atual. "A economia tem variado de maneira muito intensa", destaca.

O executivo afirmou ainda que acredita que 2009 será o ano do cliente. Isso porque a concorrência, segundo ele, será acirrada e os preços devem ficar mais baixos. A empresa programa encerrar o ano com 108 aeronaves, ante as 104 mantidas atualmente.

No mesmo debate, o presidente da TAM, David Barioni Neto, afirmou que o foco da companhia neste ano será a qualidade e a forte redução de custos. O executivo afirmou ainda que o plano de investimentos da companhia, que prevê aportes de US$ 6,9 bilhões até 2018, está mantido. "As empresas têm que estar preparadas para quando sairmos da crise" afirma.

O presidente da Webjet, Wagner Ferreira, que também participou do encontro, se disse um eterno otimista, por isso acredita em crescimento de 5% na demanda doméstica neste ano. O executivo afirmou, no entanto, que reviu seu plano de frota por conta da expectativa de crescimento mais lento do setor. Segundo ele, a empresa suspendeu a chegada de cinco novos aviões, previstos para integrar a frota até junho. "Vamos esperar para ver como o mercado vai ficar", disse.

Cauteloso com a expectativa de retração do mercado de aviação civil, o presidente da OceanAir, German Efromovich, também disse que não aumentará a frota em 2009. "Temos 90 pedidos para novas aeronaves, mas nenhuma deverá integrar a frota da OceanAir", afirmou, ressaltando que não pode ignorar a crise mundial.

O presidente da Azul, Pedro Janot, não deu previsão de demanda para o mercado nacional, mas informou que a companhia espera encerrar o ano com 1,8 milhão de passageiros transportados. O executivo reiterou também o plano de investimentos de US$ 600 milhões para o Brasil em 2009.

O presidente da Trip, José Mario Capriolli, por sua vez, também considera que é difícil fazer projeções para 2009, por conta da instabilidade econômica, mas garantiu que os planos de investimentos da empresa, de US$ 200 milhões para este ano, estão mantidos. A programação é dobrar a frota até o final do ano.

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