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Gol quer elevar margem operacional para até 15%

Companhia também pretende aumentar em 2011 a vantagem de custos em relação aos pares na América Latina

BETH MOREIRA, Agencia Estado

15 de dezembro de 2010 | 12h13

A Gol espera alcançar uma margem operacional na casa dos 15% nos próximos anos, afirmou  o vice-presidente de finanças da companhia aérea, Leonardo Pereira, em reunião com analistas e investidores. O atual patamar é de 8%, conforme o encerramento do terceiro trimestre de 2010. "Não estamos satisfeitos com essa margem", afirmou. No entanto, o indicador não deve ser alcançado em 2011, segundo o executivo. Pereira destacou que a vantagem competitiva da empresa é o custo. "Essa é a variável que temos que olhar; o resto é consequência".

A Gol ainda não divulgou suas projeções (guidances) para 2011, mas de acordo com Pereira, deverão ser maiores que em 2010. "Ainda não demos nossos guidances para 2011, mas vão ser maiores que os de 2010, e temos capacidade para aumentar de forma significativa nos próximos anos", afirmou.

Sobre o avanço de outras empresas no mercado brasileiro, Pereira ressaltou que se a Gol tiver que optar entre margem e participação (market share), "certamente" ficará com a primeira opção. Algumas, como a Azul, pretendem abrir capital no ano que vem, ao que o executivo comentou: "essas empresas precisam primeiro dar lucro para depois abrir capital".

Custos

Uma das metas da Gol para 2011 é aumentar a vantagem de custos em relação aos pares na América Latina, segundo Leonardo Pereira. O executivo destacou que esse é o grande diferencial da companhia que, segundo ele, tem o menor custo entre as companhias do continente.

Segundo o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, a empresa tem um custo por assento quilômetro 30% menor que os pares da América Latina e realiza 90% das vendas atualmente pela internet, o que ajuda a reduzir custos e aumentar a conveniência para os clientes. "Nosso foco é o baixo custo, alta produtividade e alta rentabilidade", afirmou Oliveira Junior.

Pereira complementou que a redução do consumo de combustível está nos planos da empresa para 2011. Na mesma linha, o executivo explicou que a devolução de modelos do 737-300 em 2010 deverá representar uma redução de custo de US$ 40 milhões no próximo ano. A utilização de centros de serviços compartilhados também é outra estratégia.

Para 2011, a companhia analisa novos destinos e novas frequências, além da expansão do programa de milhagem Smiles, do sistema Voe Fácil e de outras receitas auxiliares. Pereira destacou que novos investimentos serão feitos pelo governo em infraestrutura de modo a permitir o aumento do mercado nacional. "Por isso, acreditamos em crescimento orgânico no Brasil e América Latina", destacou.

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