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Gol reduz projeção de lucro pela 2ª vez em 2 meses

Companhia aérea justifica nova redução nas estimativas com aumento do preço do combustível e crise aérea

Juliana Siqueira, da Reuters,

05 de outubro de 2007 | 11h57

A Gol reduziu nesta sexta-feira, 5, pela segunda vez em cerca de dois meses a previsão de lucro e receita do ano, citando o impacto do preço do combustível e problemas da malha aérea no País.  A previsão de lucro por ação, que inicialmente estava entre R$ 3,7 e R$ 4,2, caiu em agosto e recuou, novamente, nesta sexta-feira. A expectativa da empresa agora é que o lucro por ação fique entre R$ 1,60 e R$ 2,10.     "A companhia revisou suas projeções para o ano inteiro para contemplar alterações na malha aérea e maiores preços de combustível, e os resultados esperados do terceiro e do quarto trimestres de 2007", afirmou a empresa em comunicado divulgado esta manhã.   No segundo trimestre a Gol anunciou queda de 60% no lucro, influenciado pela incorporação de créditos fiscais da Varig e por efeitos da crise aérea.     A projeção para receita líquida no ano foi reduzida, passando de um valor entre R$ 5,5 bilhões e R$ 5,7 bilhões para algo entre R$ 5,2 e R$ 5,4 bilhões.     A empresa prevê agora margem operacional entre 7% e 11%, frente à projeção anterior que indicava margem entre 12% e 15%.     A estimativa para a taxa de ocupação também foi revisada para baixo: passou de 68% a 70% para 64% a 66%. Enquanto isso, o crescimento do ASK (assento-quilômetro oferecido) caiu de 80% para 75%.   A queda de um avião da Gol em setembro do ano passado deu início à crise do setor aéreo brasileiro. A situação foi agravada em julho, depois do acidente com um Airbus da TAM em Congonhas.   Em setembro do ano passado as ações da Gol eram negociadas em torno de R$ 80. Na quinta-feira, os papéis fecharam a R$ 42,33.     No mês passado, o controlador da Gol, o Fundo de Investimento Asas, informou ao mercado que estava estudando algumas alternativas para sua participação, incluindo uma recompra de ações ou oferta pública para fechar o capital da empresa.     Quarto trimestre     A companhia aérea também disse nesta sexta-feira que espera que o aumento da capacidade permita um crescimento de aproximadamente 28% nos ASKs no quarto trimestre na comparação com o mesmo período de 2006.   A projeção para a taxa de ocupação no período é de 65% a 67% e um retorno por passageiro de aproximadamente R$ 0,25 a R$ 0,27.   A empresa publica os resultados do terceiro trimestre no dia 25 de outubro.

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