FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Gol reverte prejuízo e tem lucro de R$ 309,5 milhões no trimestre

A companhia aérea apurou receita líquida de R$ 2,088 bilhões no período, queda de 2,0% ante o segundo trimestre de 2015

Luana Pavani e Victor Aguiar, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2016 | 08h30

SÃO PAULO - A Gol encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 309,5 milhões, revertendo prejuízo no mesmo intervalo do ano passado, de R$ 354,9 milhões. A companhia aérea apurou receita líquida de R$ 2,088 bilhões no período, queda de 2,0% ante o segundo trimestre de 2015.

A empresa divulga também o lucro atribuído aos acionistas controladores, de R$ 252,5 milhões, em contraposição ao prejuízo de um ano antes, que foi de R$ 395,9 milhões. Já o resultado atribuído a acionistas não controladores cresceu 38,9%, para R$ 57,0 milhões.

O lucro de R$ 252,5 milhões atribuído aos acionistas da Gol no segundo trimestre de 2016 superou as expectativas das instituições financeiras consultadas pelo Broadcast, notícias em tempo real do Grupo Estado. A média das projeções de cinco casas (Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley, Santander e BTG Pactual) apontava para um prejuízo aos controladores de R$ 45,8 milhões. As estimativas oscilavam entre um prejuízo de R$ 248,2 milhões e um lucro de R$ 297 milhões.

A receita líquida apurada pela empresa no trimestre, de R$ 2,088 bilhões, ficou em linha com a média das expectativas de quatro casas (Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley e BTG Pactual), que apontava para R$ 2,058 bilhões de receita no período.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 61,3 milhões, 60,1% abaixo da cifra do segundo trimestre do ano anterior, que era de R$ 153,7 milhões. A margem Ebitda melhorou para -2,9%, de -7,2% antes.

Por sua vez, o Ebitdar (mais despesas operacionais de arrendamento de aeronaves) teve um avanço de 148,4% na mesma comparação, para R$ 225,3 milhões de abril a junho. A margem Ebitdar cresceu 6,5 pontos porcentuais, para 10,8% no período, em relação ao segundo trimestre de 2015. O dado ajustado por itens não recorrentes com o retorno de aeronaves em arrendamento financeiro e operações de sale-leaseback chegou a R$ 247,0 milhões, alta de 206,8%. A margem Ebitdar ajustada subiu para 11,8%, de 3,8% no segundo trimestre de 2015.

O resultado operacional, Ebit, segue negativo, em R$ 171,4 milhões, porém menor que a cifra registrada um ano antes, de R$ 251,1 milhões, um recuo de 31,7%.

Frota.  A Gol encerrou o segundo trimestre de 2016 com uma frota de 139 aeronaves Boeing 737-NG, uma redução de quatro unidades em relação ao primeiro trimestre deste ano. Das 139 aeronaves, 105 são do tipo 737-800 NG e 34 do modelo 737-700 NG. Além disso, a Gol também informa que operava 119 aeronaves em suas rotas no fim do trimestre - das 20 aeronaves remanescentes, 11 estavam em processo de devolução junto ao seu lessor e outras nove foram sub-arrendadas para outras companhias aéreas, das quais uma será devolvida ao seu arrendador.

Segundo a empresa, 102 aeronaves estão em regime de arrendamento operacional e outras 37 em regime de arrendamento financeiro - dessas, um total de 31 possuem opções para compra ao final do contrato.

A idade média da frota total era de 8 anos ao final de junho deste ano. "Para manter a média nesse nível baixo, a companhia possui 120 pedidos firmes para aquisição de aeronaves Boeing para renovação da frota até 2027", afirma a empresa, no release de resultados. A Gol ainda informa que a previsão de recebimento da próxima aeronave é em julho de 2018.

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