Gol segue setor e aumenta tarifas

A Gol, que começou a voar no ano passado oferecendo tarifas mais baratas, graças aos baixos custos de operação, tem sido obrigada a acompanhar os reajustes de tarifas do setor, pressionada pela alta do dólar e do combustível de aviação. Embora os preços das passagens no País já tenham subido, em média, 47% no ano, a companhia nega que esteja fugindo à proposta inicial. "Estamos mantendo os investimentos e continuamos com preços mais baratos", diz o vice-presidente da Gol, Tarcísio Gargione.De acordo com o executivo, a companhia deverá fechar o ano como a terceira maior do País em volume de passageiros transportados. No acumulado do ano, a Gol soma 10,78% de participação de mercado, ante 12,95% da Vasp, que oferece preço muito próximos aos da concorrente. A oferta de assentos, no último trimestre, será aumentada em 28% com a chegada, em novembro, dos dois últimos Boeings 737-700 Next Generation da frota, que passará a somar 19 aviões. Pelo planejamento da Gol, o número de vôos operados pela companhia será elevado de 158 diários, em setembro, para 173 até o início de dezembro.A única novidade na malha da empresa, entretanto, será a uma rota ligando São Paulo a Porto Seguro (BA), durante a alta temporada. A maioria dos novos vôos funcionará como reforço para as linhas já em operação. Hoje, por exemplo, a Gol lança seu quinto vôo diário entre a capital paulista e Florianópolis (SC), depois de ter recebido, sexta-feira, seu 17.º avião.

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